segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imagem por ressonância magnética: princípios básicos

Imagem por ressonância magnética: princípios básicos




A ressonância magnética é a propriedade física exibida por núcleos de determinados elementos que, quando submetidos a um campo magnético forte e excitados por ondas de rádio em determinada freqüência (Freqüência de Larmor), emitem rádio sinal, o qual pode ser captado por uma antena e transformado em imagem. A imagem por ressonância magnética (IRM) é o método de diagnóstico por imagem nãoinvasivo mais sensível para avaliar partes moles, particularmente o encéfalo, porém trata-se de uma técnica onerosa. Ela apresenta grande potencial diagnóstico, poucos efeitos deletérios e muitos benefícios a serem obtidos com o seu uso. Além disso, a IRM fornece informações anatômicas acuradas, imagens em qualquer plano do corpo, bom contraste

e resolução espacial e por si só pode sugerir um diagnóstico. Porém, não permite um diagnóstico histológico específico e deve ser interpretada em contexto com outros achados clínicos e patológicos. Esta revisão teve como objetivos mostrar as bases físicas da ressonância magnética e propiciar mais conhecimento aos veterinários.

Os primeiros estudos em ressonância magnética (RM) foram realizados em 1946 por dois grupos independentes: Purcell em Harvard, que estudava os sólidos e Bloch em Stanford, que estudava os líquidos (BLOCH et al., 1946; PURCELL et al., 1946). Nessas primeiras experiências, a RM era usada para realizar a análise química das estruturas, conhecida como espectroscopia. No final dos anos 60, Raymond Damadian demonstrou in vitro que T1 era maior em tumores do que em tecido normal e começou a trabalhar no desenvolvimento de um aparelho. Em 1972, Lauterbour, da Universidade de Illinois, obteve as primeiras imagens com a RM, as quais foram publicadas na Revista Nature (LAUTERBUR, 1973). Em 1976, Mansfield, da Universidade de Nottinghan, produziuas primeiras imagens de uma parte do corpo: um dedo. Em 2003, pelos avanços proporcionados pela aplicação da técnica de imagem por ressonância magnética (IRM), Paul Lauterbour e Peter Mansfield receberam o prêmio Nobel de Medicina. O primeiro exame de IRM na América Latina foi realizado no Hospital Israelita Albert Einstein em 1986, em São Paulo, Brasil. Apesar de o estudo da física da ressonância magnética ser um assunto árido e difícil, ele é de fundamental importância na interpretação das imagens e por isso é preciso que os seus princípios básicos sejam entendidos. Esta revisão teve como objetivos mostrar as bases físicas da RM e propiciar mais conhecimento aos veterinários.



Fonte: Maria Cristina Ferrarini Nunes Soares

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tomografia computadorizada helicoidal

Tomografia computadorizada helicoidal



A tomografia computadorizada helicoidal permite realização da imagem e injeção do meio de contraste simultaneamente, de modo que as imagens possam ser adquiridas durante fases específicas do realce pelo meio de contraste.

É um avanço técnico que permite imagens mais rápidas e precisas do que a tomografia computadorizada padrão. Suas aplicações clínicas incluem todas as aplicações da tomografia computadorizada convencional no tórax, abdome e sistema músculo-esquelético, além de uma variedade de novas aplicações como angiotomografia e imagem tridimensional. A tomografia computadorizada helicoidal é o estudo de escolha na avaliação de patologias pulmonares, tem numerosas aplicações no fígado, pâncreas, rins e outros órgãos abdominais e é de grande valor na avaliação do trauma.

Esta foi uma mudança estratégica introduzida em 1990. Na tomografia convencional, cada corte é adquirido separadamente e a mesa move o paciente através “gantry” em incremento entre os cortes. Enquanto que na TC helicoidal, o paciente é movido através do “gantry” continuamente, enquanto o exame também é realizado ininterruptamente, então o feixe de raios X atravessa o paciente formando uma hélice. Depois de toda a região anatômica ser examinada, os dados podem ser reconstruídos em cortes individuais. A aquisição de um “conjunto de dados de volume” do volume anatômico examinado permite excelentes reconstruções de imagem bi e tridimensionais.

A TC helicoidal fornece um estudo simples, rápido e menos invasivo para o paciente. Os tempos de exames estão entre 40 e 80 segundos, com o paciente no aparelho por no máximo 5 a 10 minutos. Isto reduz o tempo necessário de colaboração do paciente pela metade. A habilidade de adquirir um conjunto de dados durante uma única respiração, tem significado numa variedade de aplicações no tórax, pulmão e fígado. Os conjuntos de dados numa única respiração eliminam os problemas como movimentação durante ou entre os cortes, que poderia levar à perda de lesões.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Alergia aos contrastes iodados

Alergia aos contrastes iodados

Contrastes iodados são substâncias injetadas na veia para realização de alguns exames, com o objetivo de melhorar a visualização e auxiliar na investigação de inúmeras doenças. Podem ser usados em diversos tipos de Raios X (como por exemplo na urografia excretora ou numa histerossalpingografia) bem como em tomografias. Estes produtos são muito úteis para detecção precoce de doenças e tem ampla utilização, mas infelizmente podem provocar em algumas pessoas reações indesejáveis e algumas vezes graves. Estas reações são imprevisíveis e dependem das características de cada pessoa. Um exemplo que chegou às páginas dos jornais foi o caso do Pelé, herói do futebol, ex Ministro de Esporte e que durante a realização de exames de rotina para avaliação das coronárias em 2002, teve reação adversa ao iodo usado como contraste na tomografia.


Quais os tipos de contraste?


Existem diversos tipos de contrastes iodados, sendo os mais indicados chamados de baixa osmolaridade ou não iônicos e foram desenvolvidos com o objetivo de diminuir a ocorrência de efeitos adversos.


Como se origina uma reação adversa?


As reações adversas podem ser tóxicas, ou seja, ocorrendo em resposta à ação direta do contraste, sendo dependentes da dose e podendo se manifestar com calor e dor no local da injeção ou com sintomas gerais. Entretanto, algumas pessoas podem ter um outro tipo de reação, chamado de reação anafilactóide por ser muito semelhante ao choque anafilático, mas sem que se comprove um mecanismo alérgico verdadeiro. Na realidade, ainda não está totalmente esclarecido o mecanismo pelo qual o contraste iodado provoca alergia.


Como se manifestam estas reações?


A maioria dos pacientes que utiliza contraste iodado evolui bem, sem problemas e as reações, quando surgem, tendem a ser leves e passíveis de controle pelo médico. Os casos mais freqüentes são as chamadas reações vasovagais, em geral sem gravidade, como náuseas, vômitos, e palidez. As reações pseudo-alérgicas podem provocar coceira na pele ou evoluir com surgimento de urticária, angioedema, rinite, conjuntivite, broncoespasmo, edema de laringe, diminuição da pressão arterial e síncope. Alem disso, relatam-se mais raramente reações cardiovasculares e renais.


Existem pessoas que podem ter maior risco de reações?


Sabe-se que o risco de reações é maior:


- nas pessoas que já tiveram reação em aplicação anterior de contraste,


-pessoas com história pessoal de alergia significativa,


-pessoas acima de 50 anos, diabéticos, hipertensos ou com problemas renais.


Que cuidado devo ter antes de ser submetido a um exame com contraste iodado?


Na maioria dos pacientes, uma história clínica bem documentada é o instrumento suficiente ao médico especialista em alergia para instituir a conduta mais adequada. O teste cutâneo pode não ser fidedigno, pois o mecanismo, como já foi dito, nem sempre tem cunho comprovado alérgico. Havendo indicação, é recomendado o uso de pré-medicação com corticosteróides e antihistamínicos, a critério do especialista.


Ressalta-se que o paciente deve informar se faz uso de alguma medicação contínua, pois alguns medicamentos deverão ser suspensos antes da realização do exame, como por exemplo os betabloqueadores. Recomenda-se que o exame seja realizado em local adequado e se necessário, em ambiente hospitalar, dotado de condições para tratar de imediato e reverter possíveis efeitos adversos.


Lembrete importante: o simples relato de alergia a camarão ou a frutos do mar não contra-indica o uso de contraste iodado.

Fonte: Blog da Alegria.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Protocolos para Tomografia Computadorizada

PROTOCOLOS PARA EXAMES DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

1. CRÂNIO

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte: transversal

c. Início e final dos cortes: Forame magno ao vértice

d. Espessura de corte:

i. Fossa posterior: 2 a 5 mm

ii. Supra-tentorial: 5 a 10 mm

e. Incremento de corte:

i. Fossa posterior: até 5 mm

ii. Supra-tentorial: até 10 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Partes moles

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos com 70 kg

ou mais: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles:

a. Fossa posterior: 30 a 40 (centro); 130 a 180 (abertura)

b. Supra-tentorial: 30 a 40 (centro); 70 a 90 (abertura)

2. Ósseas (sempre que houver suspeita de lesão óssea)

a. 300 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura)

3. Intermediárias (em TCE, trombose venosa)

a. 40 a 60 (centro); 150 a 250 (abertura)

k. Recomendações:

i. Planos adicionais: Cortes coronais ou aquisição helicoidal seguida de

reformações multiplanares são úteis na caracterização topográfica de

algumas lesões, notadamente na base de crânio

ii. Reconstruções tridimensionais com “threshold” para osso: são exigidas no

estudo de cranioestenose

iii. Contraste iodado por via venosa: iniciar cortes com retardo de 45 a 60”

após início da injeção

iv. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH )

nas lesões expansivas



2. ÓRBITA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: plano neuro-ocular

ii. Coronal: perpendicular ao plano acima

c. Início e final dos cortes:

i. Transversal: de 0.5 cm abaixo à 0.5 cm acima da cavidade orbitária

ii. Coronal: clinóides posteriores ao limite anterior dos globos oculares

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Janelas partes moles: 30 a 80 (centro); 250 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Aquisição helicoidal: opcional

ii. Quando injetar contraste, na fase pré-contraste realizar apenas um dos

planos (transversal ou coronal)

iii. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH

nas lesões expansivas



3. SELA TURCA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: perpendicular à linha inter-clinoidea (anterior e posterior)

c. Início e final dos cortes: Clívus ao tubérculo selar

d. Espessura de corte: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: sempre, desde que não haja contra-indicações

j. Documentação:

i. Em filme: até 9 imagens/folha

1. Janelas partes moles: 30 a40 (centro); 140 a 300 (abertura)

2. Janelas ósseas: 200 a 400 (centro); 2000 a 3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Aquisição helicoidal com injeção dinâmica de contraste: opcional

ii. No plano coronal evitar artefatos metálicos de material dentário

iii. Plano axial para melhor avaliar as extensões de lesões expansivas

volumosas

iv. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH

nas lesões expansivas



4. OSSOS TEMPORAIS

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: Linha infra-órbito-meatal

ii. Coronal: Perpendicular ao transversal

c. Início e final dos cortes:

i. Transversal: Da ponta da mastóide ao topo do osso temporal

ii. Coronal: Da margem anterior à posterior do osso temporal

d. Espessura de corte:

i. Transversal: 1 a 2 mm

ii. Coronal: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte: i. Transversal: 1 a 2 mm

ii. Coronal: 1 a 2 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista

j. Documentação:

i. Em filme: até 9 imagens/folha

1. Ósseas: 200 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura).

k. Recomendações:

i. Reconstruções separadas de cada lado e fotografias em par ou em filmes

separados para melhor adequação do campo de visão e maior resolução

espacial

ii. Na impossibilidade de posicionamento coronal do paciente, fazer aquisição

axial helicoidal com 1 mm de espessura e 0,8 a 1 mm de incremento e

reconstrução coronal



5. FACE E SEIOS DA FACE

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: O mais perpendicular possível ao palato duro

ii. Transversal: Paralelo ao palato duro

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Nariz ao final do seio esfenoidal

ii. Transversal: Mento ou palato duro ao topo do seio frontal

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 5 mm (espessura menor desejável para os complexos

ostiomeatais)

ii. Transversal: 2 a 5 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 2 a 5 mm

ii. Transversal: 2 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro); 200 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 200-400 (centro); 1200-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Para evitar artefato metálico dentário ou quando não for possível aquisição

coronal direita, realizar aquisição helicoidal 1 a 3 mm de espessura, pitch =

1.0 a 1.5, e reconstrução coronal

ii. Quando houver história de trauma, reconstruir com filtro para alta

resolução e fotografar

6. ATM

a. Topograma:

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Paralelo aos ramos ascendentes da mandíbula

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Porção anterior da cavidade glenóide até a porção posterior da

mesma

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 2 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica: Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Ósseas: 300-400 (centro); 1200-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Quando solicitado ATM com boca fechada e aberta, realizar aquisições

helicoidais em axial com a boca fechada e aberta e reconstruções no

plano sagital

ii. Documentar em partes moles apenas alterações significativas associadas

ao menisco e derrame articular



7. PESCOÇO

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i.Transversal: Para o pescoço, paralelo ao corpo da mandíbula; para a

laringe, paralelo às cordas vocais (ou paralelo ao espaço de C5/C6)

b. Início e final dos cortes: Da borda inferior do corpo da mandíbula e forame magno à

raiz do pescoço.

c. Espessura de corte: 5 mm (pescoço); 2 a 3 mm (laringe)

d. Incremento de corte: 5 mm (pescoço); 2 a 3 mm (laringe)

e. FOV: Adequar à região de interesse

f. Técnica: Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

g. Reconstrução: Partes moles ou “standart”. Se necessário, alta resolução

h. Contraste iodado: sempre, desde que não haja contra-indicações. Dose: 2 ml/kg

ou em adultos acima de 70 kg: 100 ml

i. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 50 (centro); 200 a 350 (abertura).

j. Recomendações:

i. Quando houver lesão tumoral com invasão óssea, a reconstrução para

filtro ósseo e a sua documentação é recomendada

ii. Reconstruções em planos coronal e sagital quando necessárias

iii. Evitar respiração e deglutição





8. TORAX ALTA RESOLUÇÃO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Ápice do tórax até o diafragma

d. Espessura de corte: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte: 10 a 20 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: 120 a 140

ii. mAs: 200 a 250

h. Reconstrução: Alta resolução

i. Documentação:

i. Em filme: no Max. 12 imagens/folha (janela para parênquima)

1. Partes moles: 40 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura). Pode ser

documentada com até 20 imagens/folha

2. Parênquima pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

j. Recomendações:

i. Cortes em expiração e inspiração, decúbito ventral e dorsal

ii. No caso de pesquisa de bronquiectasias, cortar do ápice até a base com a

mesma espessura, mas com intervalo de 10 mm e documentar todas as

imagens



9. TORAX HELICOIDAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Raiz do pescoço até as lojas adrenais

d. Espessura de corte: 5 a 7 mm

e. Incremento: 5 a7 mm

f. Pitch: 1 a 1.5

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: 120

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: Partes moles / “standart”

j. Contraste: À critério do radiologista. 1.5 ml/kg de peso. Injetar pelo MSE

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles (mediastino): 30 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura)

2. Parênquima Pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

l. Recomendações:

i. Evitar multiformatações



10. TÓRAX PARA PESQUISA DE TEP

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Cortar prioritariamente de 1 cm acima do arco aórtico até

as porções superiores do diafragma. Depois concluir com os ápices e as bases

pulmonares

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento: 5 a 7 mm

f. Pitch: 1 a 1.5 g. FOV: Adequar à região de interesse, fechando até o gradil costal

h. Técnica:

i. KV: 120 a 140

ii. mAs: 120 a 240

i. Reconstrução: Partes moles / “standart”

j. Contraste: 2 ml/kg de peso. Injetar pelo MSE

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles (mediastino): 30 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura)

2. Parênquima Pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

l. Recomendações:

i. Cortar de baixo para cima para evitar artefatos de movimentos

respiratórios e de hiperdensidade do contraste. Fotografar de cima para

baixo

ii. Pacientes dispnéicos: passar faixa torácica para minimizar movimentação

respiratória

iii. No segmento crítico, fazer em uma única aquisição para melhor

aproveitamento do contraste

iv. Evitar multiformatações



11. ABDOME

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: crânio-caudal

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: diafragma à crista ilíaca ou pólo inferior do rim, caso este

seja mais caudal

d. Espessura de corte: 5 a 7mm

e. Incremento:5 a 7mm

f. Pitch:1 a 2

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice).

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart”

j. Contraste iodado: FASES de 1 a 4

i. Sem contraste, arterial, portal e de equilíbrio (retardo), quando necessário

ii. Contraste VO: a critério do radiologista. De 500 a 1000 ml, iodado ou

baritado

iii. Contraste EV: á critério do radiologista. 2.0ml/Kg de peso. Utilizar bomba

injetora. Velocidade de injeção: 2 a 5 ml/kg. Contraste não iônico, quando

necessário (ver recomendações CBR)

iv. Contraste endo-retal: a critério do radiologista. De 500 a 1000ml de

iodado, diluído a 3-10%.

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 200 a 400 (abertura)

l. Recomendações:

i. Adequar a espessura do corte ao tamanho da lesão em questão.

ii. Necessárias medidas de densidade de rotina: Fígado e baço sem e com

contraste (fase portal); nódulos/cistos pré e pós-contraste

iii. Após o término do fígado procurar abrir um pouco mais a janela para

melhor visualização do mesentério

iv. No caso de interesse em pesquisa de colédoco-litíase ou angio-tomografia

de vasos abdominais, não administrar contraste por via oral v. Protocolos específicos para tumor pancreático, incidentaloma, litíase

urinária, angio-TC



12. ABDOME TOTAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: crânio-caudal

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Diafragma à sínfise púbica

d. Espessura de corte: 5 a 7 mm

e. Incremento: 5 a 7 mm

f. Pitch: 1 a 2

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice)

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart”

j. Contraste iodado: FASES de 1 a 4

i. Sem contraste, arterial, portal e de equilíbrio (retardo), quando necessário.

ii. Contraste VO: a critério do radiologista. De 500-1000 ml, iodado ou

baritado

iii. Contraste EV: a critério do radiologista. 2.0ml/Kg de peso. Utilizar bomba

injetora. Velocidade de injeção: 2 a -5 ml/kg. Contraste não iônico, quando

necessário (ver recomendações CBR)

iv. Contraste endo-retal: a critério do radiologista. De 500 a 1000ml de

iodado, diluído a 3-10%.

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 200 a 400 (abertura)

l. Recomendações

i. Adequar a espessura do corte ao tamanho da lesão em questão

ii. Necessárias medidas de densidade de rotina: Fígado e baço sem e com

contraste (fase portal); nódulos/cistos pré e pós-contraste

iii. Após o término do fígado procurar abrir um pouco mais a janela para

melhor visualização do mesentério

iv. No caso de interesse em pesquisa de colédoco-litíase ou angio-tomografia

de vasos abdominais, não administrar contraste por via oral

v. Caso haja história de lesão retal ou colônica injetar com cuidado contraste

por via retal (contraste positivo ou negativo)

vi. Caso haja suspeita de lesão de vísceras ocas, administras contraste

iodado por via oral e/ou retal

vii. Prever protocolos específicos para tumor pancreático, incidentaloma,

litíase urinária, angio-TC



13. PELVE

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Crânio-caudal

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Crista ilíaca até a sínfise púbica

d. Espessura de corte: 5 a 8mm

e. Incremento: 5 a 8mm

f. Pitch: 1 a 1.5

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice).

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart” j. Contraste iodado: 2.0 ml/Kg de peso. FASES:

i. Pré-contraste (contraste somente por via oral e/ou retal)

ii. Portal: 60 a 70 seg do início da injeção do contraste

iii. Tardia: 5 a 10 minutos da injeção para estudo da bexiga e trajeto ureteral

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

l. Recomendações:

i. Na existência de história de lesão retal ou colônica, injetar com cuidado

contraste por via retal (contraste positivo ou negativo)

ii. No caso de angiotomografia de vasos pélvicos, não administrar contraste

por via oral



14. COLUNA CERVICAL

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral

c. Início e final dos cortes: pedículo vertebral superior ao pedículo vertebral inferior do

segmento em estudo

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem.

h. Reconstrução: Partes moles ou alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) com 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 200 a 400 (centro); 1500 a 3000 (abertura).

k. Recomendações:

i. Em casos de trauma, fazer um bloco único e reconstruções multiplanares.

ii. Procurar incluir sempre o topograma com linha de referência para a

identificação do nível de corte

iii. Inclinar o “gantry” desviando dos artefatos metálicos dentários para estudo

de C1 e C2



15. COLUNA TORÁCICA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral corte a corte ou em bloco

único na área de interesse paralelo ao disco ou corpo com maior interesse

a ser estudado

c. Início e final dos cortes: pedículo superior ao pedículo inferior

d. Espessura de corte: 2 ou 3 mm

e. Incremento: até 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

i. Técnica: KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

g. Reconstrução: Partes moles / “standart” ou alta resolução (para avaliação óssea)

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) com 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 300 a 400 (centro); 1500 a 3000 (abertura)

j. Recomendações:

i. Em caso de trauma ou pesquisa de metástase, varrer em bloco

ii. Em casos de trauma, reconstruções multiplanares



16. COLUNA LOMBAR

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral

c. Início e final dos cortes: pedículo vertebral superior ao pedículo vertebral inferior do

segmento em estudo

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento: até 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Partes moles / “standart” ou alta resolução (para avaliação óssea)

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) e 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 200-400 (centro); 1500-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Em caso de trauma ou pesquisa de metástase, varrer em bloco.

ii. Em casos de trauma, reconstruções multiplanares

iii. Cortes adicionais com “gantry” invertido para avaliar espondilolise



17. BACIA

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: da espinha ilíaca ântero-superior até o final dos ramos

ísquio-púbicos

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: “Standart” / alta resolução (para avaliação óssea)

i. Adequar à região de interesse, minimizando artefatos.

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300-400 (centro); 1200-2500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte



18. QUADRIL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: dois centímetros acima do plano do teto acetabular até o

nível do trocanter menor

d. Espessura de corte: 3 mm

e. Incremento de corte: 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem.

h. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

k. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções tridimensionais podem ser interessantes em algumas

situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Reconstruções coronais são recomendadas e devem ser documentadas

(alta resolução)



19. JOELHO

a. Topograma: Frente ou lateral. Em leve flexão 15o

a 30o

, com pequeno coxim no

cavo poplíteo, usualmente supino, em flexão de 30o

, 45o

e 60o

, quando solicitado

b. Orientação do corte:

i. Transversal: Paralelo ao platô tibial

c. Início e final dos cortes: um centímetro acima do pólo superior da patela até a

tuberosidade anterior da tíbia

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura) 2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Em casos de avaliação patelo-femural, calcular a distância TA-GT no

próprio filme



20. TORNOZELO

a. Topograma: Lateral

i. Coronal: Joelhos fletidos, planta dos pés apoiadas

ii. Axial: Calcanhares no tampo da mesa

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Perpendicular ao dômus talar

ii. Transversal: Paralelo a articulação tíbio-talar

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Da porção mais posterior do calcâneo até o navicular

ii. Transversal: Dois centímetros acima do plano da articulação tíbio-talar até

o final do calcâneo

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: até 3 mm

ii. Transversal: até 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

j. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente



21. PÉ

a. Topograma: Perfil

i.Coronal: Joelhos fletidos, planta dos pés apoiadas.

ii.Axial: Calcanhares no tampo da mesa

b. Orientação do corte:

i. Coronal:Perpendicular ao eixo antero-posterior das falanges (antepé) ou

dos metatarsianos (mediopé)

ii. Transversal: Paralelo ao eixo antero-posterior falangeano ou matatarsiano c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Visando falanges ou matatarsianos

ii. Transversal: das faces plantar à dorsal

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente



22. OMBRO

a. Topograma: Frente com o paciente fazendo rotação externa e abdução do ombro

contra-lateral para evitar artefatos

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: da articulação acrômio-clavicular até dois centímetros

abaixo do plano da borda inferior da glenóide

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

j. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Recomendam-se reconstruções sagitais e coronais e documentação

coronal com janelas para osso



23. COTOVELO

a. Topograma: Frente e decúbito ventral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: coronal puro com flexão de 90 graus do cotovelo, acima da

cabeça

ii. Transversal: axial puro, sem angulação (braço estendido)

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: 3 cm acima dos epicôndilos até o final

ii. Transversal: 3 cm acima dos epicôndilos até o nível da tuberosidade

proximal do rádio

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

k. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares a partir do plano axial com aquisição

helicoidal por vezes são mais elucidativas que o corte coronal puro que é

difícil de posicionar e até de entender

iii. Recomenda-se documentar em filme com janela óssea as reconstruções

sagitais e coronais a partir do plano axial

iv. Reconstruções tridimensionais podem ser úteis



24. PUNHO

a. Topograma: Frente e decúbito ventral

i. Coronal: cotovelo fletido a 90o

, lateral do 5o

dedo apoiada sobre o tampo.

ii. Transversal: mãos espalmadas sobre o tampo da mesa

iii. Sagital: cotovelo fletido a 90° e mão espalhada sobre o tampo

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Coronal puro, perpendicular a articulação radiocárpica

ii. Transversal: axial puro, paralelo a articulação radiocárpica

iii. Sagital: perpendicular à articulação radiocárpica

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal e Sagital: Envolver os ossos do carpo e as porções distais do

rádio e da ulna ii. Transversal: Dois centímetros acima da interlinha articular radiocárpica até

as articulações carpometacarpianas

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Em geral a documentação somente com a janela óssea é suficiente

iii. Reconstruções tridimensionais podem ser úteis



25. ARTICULAÇÕES ESTERNO-CLAVICULAR E COSTO-ESTERNAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Do manúbrio esternal até o apêndice xifóide

d. Espessura de corte: 2 a 5 mm

e. Incremento de corte: 2 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura).

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são úteis recomendáveis



26. ESTERNO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Do manúbrio esternal até o apêndice xifóide

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são recomendáveis



27. ARCO COSTAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Fúrcula esternal até o último arco costal

d. Espessura de corte: 5 mm

e. Incremento de corte: 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções tridimensionais podem ser interessantes

iii. Reconstruções multiplanares (sagital oblíqua e coronal) são muito úteis

iv. Procurar fazer os cortes em uma única apnéia

v. Procurar estudar apenas a região de interesse, com cortes mais finos



28. COXA/PERNA/BRAÇO/ANTEBRAÇO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: envolvendo a área de interesse, em geral 2 a 3

centímetros para cima e para baixo da lesão.

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica: i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são úteis

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mamografia Digital vs Mamografia Convencional

Mamografia Digital vs Mamografia Convencional

Desde 1913, quando Albert Salomon, Cirurgião da Surgical Clinic of Berlin University, utilizou a radiografia convencional para o diagnóstico do câncer de mama, notou-se que seria necessário um método diferenciado para este tipo de estudo, iniciou-se então, desde esta época um processo de estudo diferente para mama. Diversos métodos e equipamentos foram criados, com o intuito de cada vez mais, aproximar-se de um diagnóstico mais preciso.
O sistema de écran-filme, associado a um equipamento específico para o exame de mamografia, e a gravação da imagem na película através de reações de agentes químicos, até hoje, vem sendo o método mais utilizado para o exame da mama, e em tempos de tecnologia, a pesquisa nos achados clínicos da mama, sofre um avanço considerável com o diagnóstico digital.
No período de 2003 a 2005, o ACR (American College of Radiology) dirigiu um estudo realizado em 33 locais divididos entre os Estados Unidos e o Canadá, submetendo um total de 49.528 mulheres assintomáticas a realizar um exame de mamografia em ambos os sistemas - Convencional e Digital - com interpretação independente de dois médicos, um para cada exame, com a finalidade de comparar a eficácia de ambos os sistemas.
O DMIST (Digital Mammographic Imaging Screening Trial) foi idealizado para medir diferenças relativamente pequenas, mas potencialmente importantes, do ponto de vista clínico, na precisão diagnóstica entre mamografia digital e a mamografia convencional. As empresas participantes deste estudo, como a Fuji-Film, Hologic-Lorad, Fischer Medical, General Eletric Medical System, cederam, em alguns casos, os próprios sistemas para realização deste estudo.
Como conclusão do DMIST, foi observada que a precisão diagnóstica global da mamografia convencional foi semelhante a mamografia digital, mas a mamografia digital é mais precisa em mulheres abaixo da idade de 50 anos, mulheres com mamas densas e mulheres em período pré-menopausal ou peri-menopausal, sem levar em consideração o pós-processamento das imagens, inerente ao sistema de mamografia digital.
Comparação entre os sistemas: Convencional e Digital.
Fig. 1: Esquema do aparelho utilizado para ambos os sistemas.


O anodo de um equipamento de mamografia é constituído de molibdênio (O molibdênio contém uma maior porcentagem de fotônios de baixa energia, facilmente absorvidos).
O posicionamento da (o) paciente é o mesmo para ambos os sistemas.
Fig. 2: posicionamento da Paciente.

Uma das grandes desvantagens do sistema convencional é o processamento da imagem, pois este, está sujeito a reações químicas de agentes que irão fixar a imagem no filme.
Fig. 3: Processamento “Wet”

Após a gravação da imagem esta é avaliada pelo Tecnólogo/Técnico, que envia a imagem ao médico Radiologista para ser interpretada.

Resumindo:


E o que muda no sistema CR?
A principio, o sistema digital foi criado para redução de dose efetiva, pois devido a placa de fósforo utilizada possuir uma latitude de exposição ampla, técnicas de menor exposição podem ser empregadas em alguns sistemas digitais, sem perda de informações.
Fig. 4: Comparativo entre as curvas características

A mudança inicia-se pelo chassi que utiliza uma placa de fósforo que armazena os raios-x residuais, esta placa é denominada Imaging plate (IP).
Fig. 5: IP sendo colocado em chassi de CR

Após a exposição, o IP é introduzido em uma leitora que faz a liberação da energia armazenada, realizando a conversão do sinal analógico para o sinal digital.
Fig. 6: Leitora de IP

Logo após a leitura do IP, a imagem já digitalizada estará disponível no monitor do console do profissional que estará incumbido de realizar o pós-processamento desta imagem podendo, também, este profissional, enviar para a estação de laudo do médico ou até mesmo, imprimir a imagem.
Fig. 7: Estação de laudo do médico

A estação de laudo deve possuir monitores de alta resolução, tela anti-refletiva, e recursos de tratamento como, inversão de valores (negativo-positivo), mensuração de ângulos, densidades, estruturas, magnificação (total ou localizada), alteração do brilho e contraste, recursos diferenciados para impressão, entre outros recursos. Alguns destes recursos também estarão disponíveis no console do Tecnólogo/Técnico.
Uma das grandes vantagens do sistema digital é a impressão das imagens que são feitas em equipamentos específicos. Estes equipamentos funcionam sem a influência de agentes químicos, podendo ser impressas a laser, gerando uma qualidade de imagem muito maior.
Fig. 8: Impressora a laser

Resumindo:


Vantagens do sistema digital (CR):

1- Diminuição de técnica (kV/mAs) em torno de 25% (em alguns sistemas). Menos exposição aos efeitos nocivos e cumulativos (mAs) do (a) paciente, Tecnólogo/Técnico e maior durabilidade da ampola;
2- PEM algoritmo que procura o centro de gravidade e a borda (edge) da patologia (ex: microcalcificação). Caso não os tenha a imagem não existe evitando, assim, o falso-positivo. O PEM opera em conjunto com a placa de fósforo de dupla face (Dual Side Reading), ambos patentes FujiMedical;
3- Sistema Mult Load. Permite a leitura em fila, de quatro placas de fósforo, agilizando assim, o serviço e aumentando a produtividade do aparelho de raios-x/mamógrafo;
4- Permite digitalizar todo o serviço de raios-x/mamografia com um único aparelho CR, sem necessidade, a priori, de atualizar a base instalada (modalidades);
5- Permite armazenar as imagens em mídia, tais como CD (capacidade 750Mb), DVD (capacidade 3Gb) ou fita magnética (capacidade medida em Tb), considerando-se que um tórax (35 x 43) aproximadamente 8Mb, por exemplo. Esse armazenamento de imagem é previsto no Código de Ética Médica (CEM), transferindo a responsabilidade do referido armazenamento ao médico. A relação médico-paciente é vista como a de consumidor, portanto, além do CEM, as penalidades do não armazenamento pelo serviço (hospital/clínica) são previstas pelo Código de Defesa do Consumidor e, dependendo da extensão/gravidade do diagnóstico (erro médico, tratamento, medida adotada (cirúrgica ou não), etc.) a não preservação da imagem pode passar para instâncias judiciárias superiores;
6- Fideliza o paciente/médico cliente ao serviço. Quando o médico solicitante encaminha um paciente ao hospital/clínica para um exame radiológico de rotina, o médico pode acompanhar a evolução ou involução da patologia, tais como, CA, pré durante e pós- cirúrgico, se o tratamento está respondendo positivamente ou não, se a medicação/RT/QT está sendo adequada, etc; pois a radiologia, pode através de marketing, disponibilizar ,rotineiramente ou não, imagens/exames (ex.: controle de CA de mamo) anteriores em CD e só esta clínica/hospital terá os dados armazenados;
7- Diminuição de perda de filmes/tempo de espera do paciente. O Tecnólogo/Técnico terá a visualização do exame antes da impressão e somente se houver erro de posicionamento ou erro exagerado na técnica, haverá perda do exame, pois se o erro da técnica for médio, a imagem poderá ser trabalhada em brilho/contraste, latitude e sensibilidade resumindo num melhor fluxo de trabalho, pois o paciente não necessitará aguardar a revelação do filme para saber se precisa repetir o exame, aumentando a produtividade do serviço (menos tempo de espera = a mais pacientes/exames = maior lucratividade do serviço de radiologia);
8- Permite a distribuição de um exame (ex.: contrastado) num único filme, dividindo-o em até quatro (CR Console) ou até dezesseis imagnes (Estação de laudo). O software permite formatações diversas de imagens. No caso de área cardíaca, por exemplo, pode se documentar num filme 20 x 25 e imprimir uma régua em milésimo de milímetros na área de interesse ou, no caso de uma espondilite anquilosante, cifose, escoliose, solução de continuidade, imprimir uma régua goniométrica para estabelecer os ângulos num filme 20x25, ou imprimir coluna frente/perfil num único filme, resultando numa maior economia final.

Disposições Gerais:
a) Com o PACS, as imagens digitalizadas podem ser distribuídas no hospital (Centro Cirúrgico, UTI, Ambulatórios/consultórios, Andares e enfermarias) sem necessidade de tráfego de películas pelo hospital, diminuindo as despesas com o mesmo ou risco de extravio;
b) Com a adoção de impressoras (Dry Pix) + CR elimina-se a câmara escura/clara e os inconvenientes (consumo de químicos, água, luz em excesso, estação de tratamento de efluentes químicos/água), dando um aproveitamento mais racional dos espaços, que têm, obviamente, um custo financeiro para a instituição e tornando-a mais ecologicamente correta.

Conclusão:
Desde quando Albert Salomon, pioneiro do estudo da mama, através do uso de raios-x, iniciou a investigação diferenciada para a mama, os métodos de obtenção e armazenamento das imagens radiológicas evoluíram muito. A Mamografia convencional de écran-filme, com seu processamento químico associado e os arquivos de filmes, estão sendo gradativamente substituídos pela tecnologia digital, portanto, os estudantes e profissionais que pretendem se colocar no mercado, precisam ter esta compreensão de tecnologia, pois o futuro é digital!
Douglas Ianelli