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terça-feira, 26 de março de 2013

IDADE ÓSSEA


Análise de maturação óssea por meio da radiografia do punho e mão
Alguns autores duvidam do valor comprobatório da análise de ambos os punhos e mãos para determinar o índice de crescimento de qualquer outra parte do corpo, partindo do principio da existência de assimetria no desenvolvimento ósseo desta região. Afirma-se que o lado esquerdo possui uma maior velocidade de maturação, devido, a esse fator muitos autores utilizam somente radiografias da mão e punho esquerdo. Em contrapartida a essa idéia, alguns autores explicam que a assimetria encontrada é tão ínfima que não convém ser lavada em consideração.
A grande quantidade de centros de ossificações aglomerados em uma única região (30 centros de ossificações), a baixa dose de radiação aplicada, e a facilidade no posicionamento, fazem das radiografias de mão e punho as mais usadas para avaliação da idade óssea.



A técnica de avaliação através do punho e da mão não é aplicada aos recém-nascidos, dado que o primeiro núcleo carpal é visualizado a partir do 3° mês. SÉNÉCAL ET AL desenvolveu um trabalho de análise no período neonatal utilizando o núcleo distal do fêmur, proximal da tíbia, cubóide, calcâneo e tálus.


No método de Eklof & Ringertz a avaliação é feita através de uma mensuração do comprimento e largura dos centros de ossificações, abarcando idade de 1 a 15 anos.
No método de Greulich & Pyle é realizada uma inspeção visual, partindo do principio de comparação entre a imagem radiográfica e imagens padrões do atlas do desenvolvimento ósseo.
O método Grave – Brown ganha destaque entre os métodos utilizados para determinar a maturação óssea, sendo tomado como padrão de ouro por alguns autores, este método analisa 14 centros de ossificações observando-os antes, durante e depois do pico de velocidade do crescimento puberal. Cada mudança corresponde a um determinado estágio que determina o grau de maturidade óssea.


Estágio 1(A) – falange proximal do 2° dedo – a  epífise apresenta a mesma largura que a diáfise;
Estágio 2 (B) – falange média do 3° dedo – a epífise apresenta a mesma largura que a diáfise;
Estágio 3 (C) – gancho do hamato – estágio 1;
Estágio 4 (D) – surgimento  do pisiforme;
Estágio 5 (E) – rádio – epífise apresenta a mesma largura que a diáfise.

Os estágios acima citados ocorrem antes do pico de velocidade de crescimento puberal.



Estágio 6 (A) – aparecimento do sesamóide ulnar na articulação metacarpofalangeana;
Estágio 7 (B) – gancho do hamato – estágio 2;
Estágio 8 (C) – falange média do 3° dedo – capeamento epifisário;
Estágio 9 (D) – falange proximal do 1° dedo – capeamento epifisário;
Estágio 10 (E) – rádio – capeamento epifisário.

Os estágios acima citados ocorrem durante o pico de velocidade de crescimento puberal.



Fig. 3 – Fases que ocorrem durante o pico de velocidade do crescimento puberal.
Estágio 11 (A) – falange distal do 3° dedo – completada a união epifisária;
Estágio 12 (B) – falange proximal do 3° dedo – completada a união epifisária;
Estágio 13 (C) – falange média do 3° dedo – completada a união epifisária;
Estágio 14 (D) – rádio – completada a união epifisária.

Os estágios acima citados ocorrem após o pico de velocidade de crescimento puberal.



Maturação óssea avaliada pelas vértebras cervicais

Embora a radiografia de mão e punho tenha sido um padrão áureo na análise do desenvolvimento ósseo, outros métodos vêm sendo explorados com a mesma finalidade, uma das estruturas ósseas que antigamente era ignorada e que vem sendo estudada no intuito de estimar a maturação óssea, são as vértebras cervicais.
Esse é um método alternativo, classificado como um método confiável e muito utilizado na ortodontia e ortopedia facial, pois, consequentemente reduz a dose de radiação no paciente, já que a radiografia cefalométrica lateral é rotina nesse ramo.
Segundo Lamparski a maturação óssea das vértebras cervicais é compatível com a idade óssea avaliada pela radiografia carpal. O autor desenvolveu seis estágios de maturação óssea para as vértebras cervicais, tendo como parâmetros as alterações estruturais das vértebras:
No 1° estágio, classificado como iniciação, é possível visualizar um afunilamento ântero-posterior das bordas superiores de C3 e C4; as bordas inferiores de C2, C3 e C4 estão planas; a expectativa de crescimento puberal é de 80 a 100%;
O 2°estágio é denominado de aceleração, onde se dá o início do desenvolvimento de concavidade nas bordas inferiores de C2 e C3; borda inferior de C4 plana; C3 e C4 com formatos tendendo a retangulares; a expectativa de crescimento puberal é de 65 a 85%;
O 3°estágio é o estágio de transição, onde se tornam presentes as concavidades distintas nas bordas inferiores de C2 e C3; início de desenvolvimento de concavidade na borda inferior de C4; C3 e C4 apresentam formatos retangulares; a expectativa de crescimento puberal é de 25 a 65%;
O 4°estágio corresponde à desaceleração, agora há presença de concavidades distintas nas bordas inferiores de C2, C3 e C4; formato de C3 e C4 aproxima-se de um quadrado; a expectativa de crescimento puberal é de 10 a 25%;
No 5° estágio ocorre o processo de maturação, onde as bordas inferiores de C2, C3 e C4 se apresentam com concavidades acentuadas; formato quadrado de C3 e C4; a expectativa de crescimento puberal é de 5 a 10%;
O 6° e último estágio é o estágio de finalização, nesta fase C2 e C4 possuem concavidades profundas na região inferior; altura de C3 e C4 ultrapassa sua largura, crescimento puberal completo.


Método de Seedat e Forsberg
Neste método a análise é realizada apenas na vértebra C3, devido à facilidade de visualização da mesma. O crescimento puberal ativo é indicado pelo formato de “S” no bordo superior da vértebra que se desenvolve nos estágios de iniciação e aceleração (fig. 5). O formato de lábio no bordo inferior se desenvolve no estágio de transição e aceleração (fig. 6), a forma de lábio é correlacionada com o aparecimento do osso sesamóide no adutor do polegar. O arredondamento dos cantos inferiores de C3 indica que o crescimento que está ocorrendo é pouco ou nenhum (fig. 7).



Fonte: Playmagem - Rodrigo Pigozzi





segunda-feira, 26 de setembro de 2011



EXAMES RADIOLÓGICOS DO SISTEMA URINÁRIO

Os exames radiológicos do sistema urinário estão entre os procedimentos contrastados mais comumente realizados em departamentos de radiologia. O sistema urinário consiste em dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra.

Os dois rins são órgãos situados no espaço retro-peritoneal. Estes dois órgãos em forma de feijão situam-se a cada lado da coluna vertebral, na parte mais posterior da cavidade abdominal. O rim direito geralmente está ligeiramente mais baixo que o esquerdo, devido à presença do fígado. Próximo à parte superior de cada rim, há uma glândula supra-renal. Estas importantes glândulas do sistema endócrino estão localizadas na cápsula adiposa que circunda cada rim.

Cada rim conecta-se à bexiga única por seu próprio ureter. O material eliminado, na forma de urina, viaja dos rins para a bexiga, através destes dois tubos estreitos, denominados ureteres. A bexiga semelhante a um saco serve como um reservatório para armazenar urina, até que possa ser eliminada do corpo através da uretra.








Urografia Excretora

Freqüentemente é o exame radiológico inicial em casos de dores nas vias urinárias, hematúria, infecção do trato urinário, obstrução aguda, massas renais, urolitíase, nefrocalcinose e anormalidades congênitas. Este exame proporciona informações anatômicas essenciais e demonstra a função de todo o trato urinário. A urografia excretora é completada pela US, TC, RM que fornecem informações anatômicas adicionais e podem mostrar as características de uma massa tumoral. Em geral o trato urinário tubular é mais bem avaliado por exames contrastados, porque estes revelam a aparência da luz e as características do fluxo líquido.
Há muitos métodos de realização de urografia excretora. Um exame padrão inclui radiografia simples, radiografia imediatamente subseqüente à administração de contraste (imediata ou no minuto zero), radiografia de 5 , 10 e 15 minutos após a administração do contraste, radiografias da bexiga cheia e após a micção. Incidências oblíquas ou tomográficas dos rins são freqüentemente obtidas, dependendo das circunstâncias clínicas. Geralmente são feitas menos incidências em crianças que em adultos. A radiografia simples demonstra a localização de calcificações e anormalidades abdominais e indica a técnica radiográfica ideal. A incidência imediatamente pós-injeção de contraste mostra a intensificação das estruturas vasculares e do córtex renal e demonstra os contornos dos rins. As incidência de 5, 10 e 15 minutos mostra o enchimento do sistema coletor e dos ureteres. O estudo da bexiga mostra seus contornos e a urina residual, na pós-miccional.
A Urografia Excretora possibilita a avaliação do tamanho, eixo, contorno e simetria funcional dos rins. O comprimento do rim depende da idade, sexo e constituição física do paciente, mas geralmente equivale à altura de três ou quatro corpos vertebrais. Rins parcialmente duplicados ou únicos são maiores. O eixo renal, uma linha imaginária que passa pelos pólos superior e inferior do rim, tem geralmente ângulo de cerca de 15 graus lateralmente em direção caudal. A orientação diferente do eixo renal pode ocorrer em conseqüência de anormalidade congênita ou adquirida. Os contornos renais devem ser totalmente visíveis e regulares. As lobulações geralmente são variações normais. Os rins devem funcionar pronta e simultaneamente; o retardo relativo no funcionamento pode sugerir perfusão deficiente ou obstrução. Os sistemas coletores intra-renais devem mostrar enchimento simétrico das papilas, sem distensões ou defeitos de enchimento, portanto, o objetivo de uma Urografia Excretora é visualizar a porção coletora do sistema urinário e avaliar a capacidade funcional dos rins.
Os ureteres muitas vezes não são inteiramente visíveis, apesar de grandes esforços para mostrá-los com o paciente em diversas posições. Na incidência em antero-posterior eles geralmente aparecem ao longo dos processos transversos, desviam-se lateralmente à altura das articulações sacro-ilíacas e penetram na bexiga póstero-lateralmente.
A bexiga é avaliada quanto ao tamanho e ao contorno, que deve ser arredondada e regular, o volume após micção, normalmente é inferior a 100 ml, a impressão prostática ou uterina e a irregularidades da parede interna são mais bem observadas na incidência pós-miccional.


Indicações clínicas:
As principais indicações clínicas da urografia excretora incluem:

1- massa abdominal ou pélvica

2- cálculos renais ou ureterais

3- traumatismo renal
4- dor no flanco
5- hematúria ou sangue na urina
6- hipertensão
7- insuficiência renal
8- infecções do trato urinário
Preparo do paciente:
- Jejum absoluto de 8 a 10 hs antes do exame
- Realizar limpeza intestinal por via oral (laxante ) e por via retal ( fleet-enema)

Metodologia:
Paciente em decúbito dorsal, realiza-se uma radiografia simples do abdome, para verificação de técnica, posicionamento e preparo intestinal adequado.
Após radiografia simples, é administrado por via endovenosa meio de contraste iodado (hidrossolúvel) o qual irá contrastar o sistema urinário. Realiza-se a seguinte seqüência de  radiografias:
1- Imediatamente após a administração do meio de contraste realiza-se uma radiografia localizada dos rins;
2- Realizar radiografia das lojas renais após 5 minutos a administração do contraste
3- Após a exposição de 5 minutos, deve-se colocar a faixa de compressão no abdome do paciente.
4- Realizar radiografia das lojas renais após 10 minutos a administração do contraste
5- Aos 15 minutos, deve-se tirar a faixa de compressão, e imediatamente realizar uma radiografia panorâmica, compreendendo das lojas renais até a bexiga;
6- Radiografia panorâmica, após 25 minutos a administração do contraste.
5- Radiografias localizadas da bexiga cheia e pós-miccional.

- R.C. - perpendicular entrando no centro da região de interesse
- Chassis: 24cm x 30cm transversal para as radiografias de 5 m e 10 m, 30 cm x 40 cm ou 35 m x 43 cm longitudinal para as radiografias simples, 15 m e 25 m e 18 cm x 24 cm transversal para as radiografias localizadas da bexiga.
Observação: A faixa de compressão é contra indicada quando o paciente apresentar massa abdominal, cálculos renais e ureterais, transplante e pós-operatório.

                                  Urografia Retrógrada (Pielografia)
Em casos de pacientes hipertensos (pressão alta), deve-se realizar seqüências rápidas de exposição logo após a administração do meio de contraste; com 1 m, 2 m, e 3 m. O exame não termina enquanto o contraste não chegar até a bexiga.
A Urografia Retrógrada é um exame não funcional do sistema urinário, durante o qual o meio de contraste é introduzido diretamente no sistema pielocalicial através de cateterização, por um urologista. A Urografia Retrógrada é não funcional, pois os processos fisiológicos normais do paciente não estão envolvidos no procedimento.
É feita após introdução cistoscópica retrógrada de cateteres ureterais e a injeção de material de contraste.
Este procedimento é indicado em pacientes com obstrução ou disfunção renal, nos quais o sistema coletor da pelve renal e os ureteres têm de ser examinados. Proporciona  melhor visualização de pequenas falhas de enchimento pelo material de contraste da pelve renal e dos ureteres. É possível visualizar diretamente as estruturas internas de um ou ambos os rins e ureteres.

Metodologia:
O paciente é colocado em posição de litotomia modificada, o que exige que as pernas sejam colocadas em estribos. O urologista introduz o cistoscópio através da uretra até a bexiga. Após examinar o interior da bexiga, o urologista introduz cateteres ureterais em um ou ambos os ureteres. O ideal é que a ponta da cada cateter ureteral esteja posicionado ao nível da pelve renal.
Após o cateterismo, é feita uma radiografia simples. A radiografia de observação permite a verificação de técnica e o posicionamento, e possibilita que o urologista verifique o posicionamento do cateter, caso a radioscopia não esteja disponível. A segunda radiografia na série de Urografia Retrógrada habitual é um pielograma. O urologista injeta 3 a 5 cc de meio de contraste hidrossolúvel diretamente na pelve renal de um ou ambos os rins. A respiração é interrompida imediatamente após a injeção, sendo feita a exposição.
A terceira e última radiografia da série habitual e uma ureterografia. A cabeceira da mesa pode ser elevada para esta radiografia final. O urologista retira os cateteres e simultaneamente injeta meio de contraste em um ou ambos os ureteres e indica quando fazer a exposição.

Uretrocistografia Retrograda e Miccional
O objetivo de uma Uretrocistografia Retrógrada e Miccional é estudar a uretra, avaliar a bexiga e a micção do paciente e observar possíveis refluxos ureterais. É o único método de demonstração da uretra prostática. A fase miccional do exame é mais bem realizada utilizando controle fluoroscópico.

Indicações clínicas:
- traumatismo
- perda involuntária de urina
- estenose de uretra
- refluxo ureteral

Metodologia:
Paciente em decúbito dorsal, PMS sobre a L.C.M., deve-se realizar uma radiografia simples da bexiga em AP, para verificação da técnica empregada, posicionamento e variações anatômicas.
Após a radiografia simples, deve-se instalar aparelho próprio na glande do paciente com cateterização da porção distal da uretra (paciente do sexo masculino), ou introduzir uma sonda vesical na bexiga através da uretra (paciente do sexo feminino) para realização do exame.
Fase retrógrada:
O aparelho próprio ou a sonda, ligados a uma seringa contendo contraste iodado, deve ser instalado no terço distai da uretra. Após instalação, o paciente ficará disposto nas posições oblíqua esquerda e direita.
1- Realizar radiografia em OD no momento da injeção
2- Realizar radiografia em OE no momento da injeção

- R.C. - perpendicular ao abdome, entrando 4 cm acima da sínfise púbica
- Chassis 24 x 30 panorâmico transversal

Cistografia
A sonda estará conectada a um frasco de soro fisiológico de 500 ml, o qual estará disposto da seguinte forma: 400 ml de soro / 100 ml de contraste iodado.
1- Radiografar a bexiga com pequeno enchimento, 100 ml em AP
2- Radiografar a bexiga com médio enchimento, 200 ml em AP
3- Radiografar a bexiga com grande enchimento, 400 a 500 ml em AP
4- Radiografar a bexiga cheia nas posições OD e OE.

- R.C. - perpendicular ao abdome, entrando 4 cm acima da sínfise púbica
- Chassis: 18 x 24 panorâmico transversal (pequeno enchimento, médio enchimento, e pós miccional da bexiga)
- Chassis 24 x 30 panorâmico transversal (OD e OE localizada da bexiga)
Observação: A Cistografia é normalmente realizada associada à Uretrocistografia, porém, eventualmente é realizada individualmente quando o objetivo é observar somente a bexiga.

Fase Miccional
1- Realizar radiografias em OD e OE, com o paciente urinando.
2- Realizar radiografia pós-miccional

- Chassis 30 cm x 40 cm panorâmico longitudinal (OD e OE miccional)
- Chassis 18 cm x 24 cm panorâmico (pós miccional)

NOTA: O chassis 30 x 40 é utilizado nas exposições com paciente urinando para que, se houver refluxo ureteral, conseguiremos visualizar todo o refluxo e verificar até que ponto chegou.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Crânio - AP


Crânio – AP
Linhas de Posicionamento

PVO – Plano vertical do ouvido ou linha médio coronal: divide o crânio em partes anteriores e posteriores;
LGM – Linha globelo meatal: refere-se a uma linha entre a glabela e o meato acústico externo;
LOM – Linha orbito meatal: localiza-se entre o canto externo do olho e o MAE.
LIOM – Linha infra-orbitomeatal ou linha da base de REID: Liga a parte inferior da órbita ao meato acústico externo;
LAM – Linha acantiomeatal: Liga o acântio ao meato acústico externo; 
LMM – Linha Mentomeatal: São linhas formadas pela conexão do ponto mentoniano ao meato acústico externo;
PMS – Plano médio sagital: Divide o crânio em duas partes esquerda e direita) É importante no posicionamento preciso do crânio;
LIP – Linha interpupilar: É a linha que liga os dois canto dos olhos;
Chamberlain: É a linha que liga o palato duro a base do osso occipital;
LLM – Linha libiomeatal: É a linha da junção dos lábios com MAE;
LGA – Linha Glabeloaoveolar: É a linha que liga a glabela a um ponto na região anterior do processo aoveolar do maxilar;
LSOM – Linha supero obitomeatal: É a linha que liga o teto da órbita ao meato acústico externo;



PP: Fazer a radiografia com o paciente na posição ortostática ou em decúbito dorsal, dependendo das condições do paciente. Em pacientes com hipercifose, o posicionamento é melhor realizado em ortostático;
PPt: PMS (plano médio sagital) do crânio perpendicular na vertical ou sobre a LCM (linha central da mesa); LIOM (linha infra-órbito meatal) perpendicular ao plano da mesa  de exames;
Filme: 24x30 na longitudinal c/ Bucky.
Raio Central: perpendicular na vertical junto à glabela, paralelo a LOM;
Posição da parte : LIOM (linha infra órbito meatal) linha sagital e linha interpupilar PMS, LOM (linha infra órbito meatal) e linha interpupilar.
OBS: Alinhar as três linhas citadas à cima no Pt.A para que o crânio não fique rodado nem inclinado.  Esta incidência é utilizada para o estudo de traumas, lesões e moléstias das estruturas do crânio. A linha dos rochedos deve projetar-se no quadrante médio inferior das órbitas.
IC: Ocorrência de trauma e/ou quando houver sintomas que indicam anormalidades estruturais dentro do crânio como tumores ou hemorragias, calcificações e TCE. O RX do crânio é também utilizado para avaliar as anormalidades no formato da cabeça de uma criança. 

Crânio - Lateral


Crânio - Lateral

Fatores Técnicos:

Filme = 24 x 30, em sentido transversal

Faixa de kV = 60 a 70

Faixa de mAs = 10 a 20

Raio Central = Alinhar o RC de modo que fique perpendicular ao filme; Centralizar o RC 5cm acima do MAE (Meato Acústico Interno); Centralizar filme em relação ao RC; DFoFi = 1m.

Posicionamento = Colocar a cabeça na posição em perfil verdadeiro, com o lado de interesse próximo ao filme e o corpo do paciente em uma posição oblíqua o suficiente para o conforto do paciente; Alinhar o plano médio sagital de modo que fique paralelo ao filme, assegurando-se de que não ocorreu rotação ou inclinação; Alinhar a linha interpupilar de modo que fique perpendicular ao filme, assegurando-se de que não ocorreu inclinação da cabeça.

Estruturas Visualizadas = As metades cranianas estão superpostas e observam-se os detalhes superiores da metade do crânio que está mais próxima do filme, com a visualização de toda a sela turca, inclusive os processos clinóides anteriores e posteriores, a sela turca e o clivo aparecem em perfil.

Patologia Demonstrada = Visualização das fraturas de crânio, dos processos neoplásicos e da doença de Paget. O exame radiológico de rotina geral habitual de crânio inclui as incidências em perfil direito e esquerdo.

Crânio - AP Axial - Método de Towne


Crânio - AP Axial - Método de Towne



Fatores Técnicos:

Filme = 24 x 30, no sentido longitudinal.

Faixa de kV = 70 a 80


Faixa de mAs = 20 a 25


Raio Central = RC com ângulo de 30º no sentido caudal em relação a LOM, ou de 37º no sentido caudal em relação à LIOM.
- Centralizar no plano médio sagital, 5 cm acima da glabela; Centralizar o RI em relação ao RC projetado; DFoFi = 1m.

Posicionamento = Abaixar o queixo do paciente até que a LOM fique perpendicular ao RI; Alinhar o plano médio sagital ao RC e à linha média da grade ou da superfície do bucky; Certificar-se de que não ocorreu rotação e/ou inclinação da cabeça; Certificar-se de que o vértice do crânio está dentro do campo dos raios X.


Estruturas visualizadas = Osso occipital, pirâmides petrosas e forame magno. O dorso da sela e os processos clinóides no interior do forame magno.


Patologia Demonstrada = Visualização das fraturas do crânio (deslocamento medial e lateral), dos processos neoplásicos e da doença de Paget.


Posições e Incidências Radiológicas


Posições e Incidências Radiológicas
01) Posição de Fowler: Paciente em decúbito, com a cabeça elevada.
02) Posição de Trendelemberg: Paciente em decúbito, com os pés elevados.
03) Posição Supina: Paciente em decúbito, com o estômago pra cima.
04) Posição Prona: Paciente em decúbito, com o estômago pra baixo.
05) Ângulo Cefálico: Feixe de raios em ângulo com a cabeça do paciente.
06) Ângulo Podálico: Feixe de raios em ângulo com os pés do paciente.
07) Oblíqua Posterior Esquerda (LPO): Paciente em 45º com o filme pela esquerda e em PA.
08) Oblíqua Posterior Direita (RPO): Paciente em 45º com o filme pela direita e em PA.
09) Incidência em PA: Paciente em ortostática, póstero-anterior em relação ao feixe.
10) Incidência em AP: Paciente em ortostática, ântero-posterior em relação ao feixe.
11) Oblíqua Anterior Direita (RAO): Paciente em 45º com o filme pela direita e em AP.
12) Oblíqua Posterior Esquerda (LAO): Paciente em 45º com o filme pela esquerda e em AP.

sábado, 2 de julho de 2011

Radiografia do joelho ortostática

As radiografias com apoio monopodálico são imprescindíveis para a avaliação das doenças degenerativas, fornecendo apreciação muito mais fidedigna do que as realizadas em decúbito, pois a diminuição dos espaços articulares é nitidamente observada. Além disto as radiografias com apoio monopodálico revelam também o grau de angulação e sub-luxação do joelho afetado.

Quem primeiro descreveu a técnica em PA foi Rosenberg; o posicionamento do paciente em relação a estativa é feito da seguinte maneira:

1. Paciente fica sobre uma escada pequena (como a usada para que o paciente suba na mesa).
2. Filme usado é o 30/40.
3. Flete os joelhos 45 graus de tal maneira que as patelas encostem na estativa.
4. Raio central na região poplítea emergindo na patela.
5. O raio é angulado 10 graus caudal.
6. O exame se faz com os dois joelhos em uma só exposição.
Com este tipo de posicionamento temos uma visão dos compartimentos lateral e medial, assim como uma visão do túnel do joelho. Porém este exame não é realizado em monopodálico o que diminui o seu valor diagnóstico.
Diante desta dificuldade para avaliação dos compartimentos, começamos a estudar uma maneira de realizar este exame com o mesmo principio descrito por Rosenberg, porém em monopodálico, e para somente avaliar os compartimentos lateral e medial.
Depois de muitos estudos, há cerca de 3 anos, no Instituto Affonso Ferreira, preconizamos para 99% dos exames radiológicos do joelho realizarmos em P.A, com esta técnica modificada; para os 1% restantes: como trauma ou criança abaixo de 13 anos, realizamos o exame com o paciente em decúbito dorsal.

 CHASSIS: (fig. 02)
O chassis a ser usado dependerá do objetivo médico. Havendo histórico de dor ou traumas anteriores o chassis será 24/30. O 30/40 deverá ser usado especialmente em casos de deformidades.

 ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE: (fig. 03)
Sobre uma plataforma o paciente deverá ser orientado para ficar na posição ortostática em PA, segurando na estativa. Nesse momento é importante explicar ao examinado e/ou seu acompanhante o procedimento do exame radiológico a ser realizado. Terminado o posicionamento, pede-se que o paciente jogue o peso do seu corpo sobre o primeiro joelho a ser examinado e num segundo momento o mesmo deve ser feito com o outro joelho.

 RAIO CENTRAL: (fig. 04)
Antes de posicionar o paciente o raio central deve ser acertado, deixando a DFF a 150cm para fazer o posicionamento do chassis em relação ao raio central. O ponto do raio central entrará na altura da fossa poplítea que corresponde a uma prega que é observada na parte posterior do joelho. Em seguida, abre-se o colimador para acertar o chassis, a linha transversa deverá passar no centro do chassis.

 POSIÇÃO DA PARTE: (fig. 05)
O joelho a ser examinado deverá ficar no centro da linha longitudinal da estativa, afastando 8cm da mesma. Uma dica para me é utilizar a largura de quatro dedos (mão espalmada lateralmente) que corresponde aos 8cm. Ao colocar a mão na frente da patela, o técnico deve encosta-la na estativa e orientar o paciente para fletir o joelho até encostar a patela na estativa. Deverá ser observado se o pé do examinado está ecionado para a estativa, de maneira com que o hálux fique na eção da patela.

 ESTRUTURA DEMONSTRADA:
A radiografia deve englobar o máximo possível da parte distal do fêmur para que o médico possa traçar o eixo anatômico. A mesma ênfase deve ser dada à parte proximal da tíbia e fíbula.
Importante: a patela não estará visível por estar sobreposta ao fêmur.

 CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO: (fig. 06)
Observar com atenção os seguintes itens:
- Se a imagem de toda a estrutura anatômica requisitada no exame foi contemplada;
- Se houve rotação da estrutura;
- Se os compartimentos lateral e medial estão visíveis;
- Se os fatores elétricos estão corretos;
- Se foi marcado o lado de interesse e a palavra “ortostática” ou “ortostase”.

 OBSERVAÇÕES: (fig. 07)
1. O paciente deve ser bem orientado para colocar o peso sobre o joelho examinado.
2. Para melhor qualidade da imagem é recomendado o uso de 30mAs em média e para KV deve-se usar o espessômetro com a finalidade de evitar falhas na penetração do exame.
3. Para realização desse exame é necessária uma plataforma 60×60 cm, com dois degraus abertos.
Fonte:  Prof: Dr. José Carlos Affonso Pereira