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quarta-feira, 20 de março de 2013

Tomografia – risco de câncer em pacientes submetidos à tomografia computadorizada na infância


Tomografia – risco de câncer em pacientes submetidos à tomografia computadorizada na infância



O Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) acaba de ter aprovado, no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras, do CNPq e Capes, um projeto que busca avaliar o risco de câncer para pacientes submetidos a exames de tomografia computadorizada na infância. O trabalho “Tomografia computadorizada pediátrica no Brasil: frequência de utilização, dose absorvida e risco de indução de câncer de tireóide” será desenvolvida entre 2013 e 2015 em parceria com a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), pelos pesquisadores Lene Veiga, Ana Dovales e Luiz Rosa. 


Além de recursos orçamentários de custeio e capital, o projeto foi contemplado com uma bolsa doutorado sanduíche e uma bolsa de especialista visitante. Mark Pearce, pesquisador sênior e professor titular da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, será o especialista visitante e virá regularmente ao IRD para prestar assessoria técnico-científica ao projeto e ministrar aulas na pós-graduação. Pearce coordena no Reino Unido os estudos desenvolvidos com grupos de pacientes submetidos a exames de tomografia computadorizada na infância, para avaliar o subsequente risco de câncer de cérebro e leucemia. Os primeiros resultados deste estudo publicados recentemente na revista Lancet foram alvo de grande atenção da mídia na Europa e Estados Unidos. 

Com o projeto brasileiro, espera-se acompanhar ao longo de anos grupos de crianças submetidas a exames de tomografia, para avaliar risco de desenvolvimento de câncer. O uso de exames de radiodiagnóstico tem aumentado e os dados provenientes de estudos nessa área são escassos em todo o mundo, apontam os pesquisadores. Especialmente pacientes em algum tipo de tratamento se submetem algumas vezes ao mesmo exame. 


Fonte: Conter

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tomografia computadorizada helicoidal

Tomografia computadorizada helicoidal



A tomografia computadorizada helicoidal permite realização da imagem e injeção do meio de contraste simultaneamente, de modo que as imagens possam ser adquiridas durante fases específicas do realce pelo meio de contraste.

É um avanço técnico que permite imagens mais rápidas e precisas do que a tomografia computadorizada padrão. Suas aplicações clínicas incluem todas as aplicações da tomografia computadorizada convencional no tórax, abdome e sistema músculo-esquelético, além de uma variedade de novas aplicações como angiotomografia e imagem tridimensional. A tomografia computadorizada helicoidal é o estudo de escolha na avaliação de patologias pulmonares, tem numerosas aplicações no fígado, pâncreas, rins e outros órgãos abdominais e é de grande valor na avaliação do trauma.

Esta foi uma mudança estratégica introduzida em 1990. Na tomografia convencional, cada corte é adquirido separadamente e a mesa move o paciente através “gantry” em incremento entre os cortes. Enquanto que na TC helicoidal, o paciente é movido através do “gantry” continuamente, enquanto o exame também é realizado ininterruptamente, então o feixe de raios X atravessa o paciente formando uma hélice. Depois de toda a região anatômica ser examinada, os dados podem ser reconstruídos em cortes individuais. A aquisição de um “conjunto de dados de volume” do volume anatômico examinado permite excelentes reconstruções de imagem bi e tridimensionais.

A TC helicoidal fornece um estudo simples, rápido e menos invasivo para o paciente. Os tempos de exames estão entre 40 e 80 segundos, com o paciente no aparelho por no máximo 5 a 10 minutos. Isto reduz o tempo necessário de colaboração do paciente pela metade. A habilidade de adquirir um conjunto de dados durante uma única respiração, tem significado numa variedade de aplicações no tórax, pulmão e fígado. Os conjuntos de dados numa única respiração eliminam os problemas como movimentação durante ou entre os cortes, que poderia levar à perda de lesões.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Protocolos para Tomografia Computadorizada

PROTOCOLOS PARA EXAMES DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

1. CRÂNIO

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte: transversal

c. Início e final dos cortes: Forame magno ao vértice

d. Espessura de corte:

i. Fossa posterior: 2 a 5 mm

ii. Supra-tentorial: 5 a 10 mm

e. Incremento de corte:

i. Fossa posterior: até 5 mm

ii. Supra-tentorial: até 10 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Partes moles

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos com 70 kg

ou mais: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles:

a. Fossa posterior: 30 a 40 (centro); 130 a 180 (abertura)

b. Supra-tentorial: 30 a 40 (centro); 70 a 90 (abertura)

2. Ósseas (sempre que houver suspeita de lesão óssea)

a. 300 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura)

3. Intermediárias (em TCE, trombose venosa)

a. 40 a 60 (centro); 150 a 250 (abertura)

k. Recomendações:

i. Planos adicionais: Cortes coronais ou aquisição helicoidal seguida de

reformações multiplanares são úteis na caracterização topográfica de

algumas lesões, notadamente na base de crânio

ii. Reconstruções tridimensionais com “threshold” para osso: são exigidas no

estudo de cranioestenose

iii. Contraste iodado por via venosa: iniciar cortes com retardo de 45 a 60”

após início da injeção

iv. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH )

nas lesões expansivas



2. ÓRBITA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: plano neuro-ocular

ii. Coronal: perpendicular ao plano acima

c. Início e final dos cortes:

i. Transversal: de 0.5 cm abaixo à 0.5 cm acima da cavidade orbitária

ii. Coronal: clinóides posteriores ao limite anterior dos globos oculares

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Janelas partes moles: 30 a 80 (centro); 250 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Aquisição helicoidal: opcional

ii. Quando injetar contraste, na fase pré-contraste realizar apenas um dos

planos (transversal ou coronal)

iii. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH

nas lesões expansivas



3. SELA TURCA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: perpendicular à linha inter-clinoidea (anterior e posterior)

c. Início e final dos cortes: Clívus ao tubérculo selar

d. Espessura de corte: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: sempre, desde que não haja contra-indicações

j. Documentação:

i. Em filme: até 9 imagens/folha

1. Janelas partes moles: 30 a40 (centro); 140 a 300 (abertura)

2. Janelas ósseas: 200 a 400 (centro); 2000 a 3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Aquisição helicoidal com injeção dinâmica de contraste: opcional

ii. No plano coronal evitar artefatos metálicos de material dentário

iii. Plano axial para melhor avaliar as extensões de lesões expansivas

volumosas

iv. Documentação: evitar multiformatação; indicar valor de densidade em UH

nas lesões expansivas



4. OSSOS TEMPORAIS

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: Linha infra-órbito-meatal

ii. Coronal: Perpendicular ao transversal

c. Início e final dos cortes:

i. Transversal: Da ponta da mastóide ao topo do osso temporal

ii. Coronal: Da margem anterior à posterior do osso temporal

d. Espessura de corte:

i. Transversal: 1 a 2 mm

ii. Coronal: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte: i. Transversal: 1 a 2 mm

ii. Coronal: 1 a 2 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista

j. Documentação:

i. Em filme: até 9 imagens/folha

1. Ósseas: 200 a 400 (centro); 1200 a 3000 (abertura).

k. Recomendações:

i. Reconstruções separadas de cada lado e fotografias em par ou em filmes

separados para melhor adequação do campo de visão e maior resolução

espacial

ii. Na impossibilidade de posicionamento coronal do paciente, fazer aquisição

axial helicoidal com 1 mm de espessura e 0,8 a 1 mm de incremento e

reconstrução coronal



5. FACE E SEIOS DA FACE

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: O mais perpendicular possível ao palato duro

ii. Transversal: Paralelo ao palato duro

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Nariz ao final do seio esfenoidal

ii. Transversal: Mento ou palato duro ao topo do seio frontal

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 5 mm (espessura menor desejável para os complexos

ostiomeatais)

ii. Transversal: 2 a 5 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 2 a 5 mm

ii. Transversal: 2 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro); 200 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 200-400 (centro); 1200-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Para evitar artefato metálico dentário ou quando não for possível aquisição

coronal direita, realizar aquisição helicoidal 1 a 3 mm de espessura, pitch =

1.0 a 1.5, e reconstrução coronal

ii. Quando houver história de trauma, reconstruir com filtro para alta

resolução e fotografar

6. ATM

a. Topograma:

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Paralelo aos ramos ascendentes da mandíbula

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Porção anterior da cavidade glenóide até a porção posterior da

mesma

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 2 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica: Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Alta resolução ou “standart”

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

j. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Ósseas: 300-400 (centro); 1200-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Quando solicitado ATM com boca fechada e aberta, realizar aquisições

helicoidais em axial com a boca fechada e aberta e reconstruções no

plano sagital

ii. Documentar em partes moles apenas alterações significativas associadas

ao menisco e derrame articular



7. PESCOÇO

a. Topograma: Lateral

b. Orientação do corte:

i.Transversal: Para o pescoço, paralelo ao corpo da mandíbula; para a

laringe, paralelo às cordas vocais (ou paralelo ao espaço de C5/C6)

b. Início e final dos cortes: Da borda inferior do corpo da mandíbula e forame magno à

raiz do pescoço.

c. Espessura de corte: 5 mm (pescoço); 2 a 3 mm (laringe)

d. Incremento de corte: 5 mm (pescoço); 2 a 3 mm (laringe)

e. FOV: Adequar à região de interesse

f. Técnica: Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

g. Reconstrução: Partes moles ou “standart”. Se necessário, alta resolução

h. Contraste iodado: sempre, desde que não haja contra-indicações. Dose: 2 ml/kg

ou em adultos acima de 70 kg: 100 ml

i. Documentação:

i. Em filme: até 16 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 50 (centro); 200 a 350 (abertura).

j. Recomendações:

i. Quando houver lesão tumoral com invasão óssea, a reconstrução para

filtro ósseo e a sua documentação é recomendada

ii. Reconstruções em planos coronal e sagital quando necessárias

iii. Evitar respiração e deglutição





8. TORAX ALTA RESOLUÇÃO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Ápice do tórax até o diafragma

d. Espessura de corte: 1 a 2 mm

e. Incremento de corte: 10 a 20 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: 120 a 140

ii. mAs: 200 a 250

h. Reconstrução: Alta resolução

i. Documentação:

i. Em filme: no Max. 12 imagens/folha (janela para parênquima)

1. Partes moles: 40 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura). Pode ser

documentada com até 20 imagens/folha

2. Parênquima pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

j. Recomendações:

i. Cortes em expiração e inspiração, decúbito ventral e dorsal

ii. No caso de pesquisa de bronquiectasias, cortar do ápice até a base com a

mesma espessura, mas com intervalo de 10 mm e documentar todas as

imagens



9. TORAX HELICOIDAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Raiz do pescoço até as lojas adrenais

d. Espessura de corte: 5 a 7 mm

e. Incremento: 5 a7 mm

f. Pitch: 1 a 1.5

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: 120

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: Partes moles / “standart”

j. Contraste: À critério do radiologista. 1.5 ml/kg de peso. Injetar pelo MSE

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles (mediastino): 30 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura)

2. Parênquima Pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

l. Recomendações:

i. Evitar multiformatações



10. TÓRAX PARA PESQUISA DE TEP

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Indiferente

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Cortar prioritariamente de 1 cm acima do arco aórtico até

as porções superiores do diafragma. Depois concluir com os ápices e as bases

pulmonares

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento: 5 a 7 mm

f. Pitch: 1 a 1.5 g. FOV: Adequar à região de interesse, fechando até o gradil costal

h. Técnica:

i. KV: 120 a 140

ii. mAs: 120 a 240

i. Reconstrução: Partes moles / “standart”

j. Contraste: 2 ml/kg de peso. Injetar pelo MSE

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles (mediastino): 30 a 50 (centro); 350 a 450 (abertura)

2. Parênquima Pulmonar: -350 a –700 (centro); 1100 a 1800

(abertura)

l. Recomendações:

i. Cortar de baixo para cima para evitar artefatos de movimentos

respiratórios e de hiperdensidade do contraste. Fotografar de cima para

baixo

ii. Pacientes dispnéicos: passar faixa torácica para minimizar movimentação

respiratória

iii. No segmento crítico, fazer em uma única aquisição para melhor

aproveitamento do contraste

iv. Evitar multiformatações



11. ABDOME

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: crânio-caudal

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: diafragma à crista ilíaca ou pólo inferior do rim, caso este

seja mais caudal

d. Espessura de corte: 5 a 7mm

e. Incremento:5 a 7mm

f. Pitch:1 a 2

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice).

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart”

j. Contraste iodado: FASES de 1 a 4

i. Sem contraste, arterial, portal e de equilíbrio (retardo), quando necessário

ii. Contraste VO: a critério do radiologista. De 500 a 1000 ml, iodado ou

baritado

iii. Contraste EV: á critério do radiologista. 2.0ml/Kg de peso. Utilizar bomba

injetora. Velocidade de injeção: 2 a 5 ml/kg. Contraste não iônico, quando

necessário (ver recomendações CBR)

iv. Contraste endo-retal: a critério do radiologista. De 500 a 1000ml de

iodado, diluído a 3-10%.

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 200 a 400 (abertura)

l. Recomendações:

i. Adequar a espessura do corte ao tamanho da lesão em questão.

ii. Necessárias medidas de densidade de rotina: Fígado e baço sem e com

contraste (fase portal); nódulos/cistos pré e pós-contraste

iii. Após o término do fígado procurar abrir um pouco mais a janela para

melhor visualização do mesentério

iv. No caso de interesse em pesquisa de colédoco-litíase ou angio-tomografia

de vasos abdominais, não administrar contraste por via oral v. Protocolos específicos para tumor pancreático, incidentaloma, litíase

urinária, angio-TC



12. ABDOME TOTAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: crânio-caudal

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Diafragma à sínfise púbica

d. Espessura de corte: 5 a 7 mm

e. Incremento: 5 a 7 mm

f. Pitch: 1 a 2

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice)

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart”

j. Contraste iodado: FASES de 1 a 4

i. Sem contraste, arterial, portal e de equilíbrio (retardo), quando necessário.

ii. Contraste VO: a critério do radiologista. De 500-1000 ml, iodado ou

baritado

iii. Contraste EV: a critério do radiologista. 2.0ml/Kg de peso. Utilizar bomba

injetora. Velocidade de injeção: 2 a -5 ml/kg. Contraste não iônico, quando

necessário (ver recomendações CBR)

iv. Contraste endo-retal: a critério do radiologista. De 500 a 1000ml de

iodado, diluído a 3-10%.

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 200 a 400 (abertura)

l. Recomendações

i. Adequar a espessura do corte ao tamanho da lesão em questão

ii. Necessárias medidas de densidade de rotina: Fígado e baço sem e com

contraste (fase portal); nódulos/cistos pré e pós-contraste

iii. Após o término do fígado procurar abrir um pouco mais a janela para

melhor visualização do mesentério

iv. No caso de interesse em pesquisa de colédoco-litíase ou angio-tomografia

de vasos abdominais, não administrar contraste por via oral

v. Caso haja história de lesão retal ou colônica injetar com cuidado contraste

por via retal (contraste positivo ou negativo)

vi. Caso haja suspeita de lesão de vísceras ocas, administras contraste

iodado por via oral e/ou retal

vii. Prever protocolos específicos para tumor pancreático, incidentaloma,

litíase urinária, angio-TC



13. PELVE

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte: Crânio-caudal

i. Transversal: Axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Crista ilíaca até a sínfise púbica

d. Espessura de corte: 5 a 8mm

e. Incremento: 5 a 8mm

f. Pitch: 1 a 1.5

g. FOV: Adequar à região de interesse

h. Técnica:

i. KV: mínimo 120

ii. mAs: mínimo 120 (exceto para multislice).

i. Reconstrução: Partes moles ou “standart” j. Contraste iodado: 2.0 ml/Kg de peso. FASES:

i. Pré-contraste (contraste somente por via oral e/ou retal)

ii. Portal: 60 a 70 seg do início da injeção do contraste

iii. Tardia: 5 a 10 minutos da injeção para estudo da bexiga e trajeto ureteral

k. Documentação:

i. Em filme: até 24 imagens/folha

1. Partes moles: 0 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

l. Recomendações:

i. Na existência de história de lesão retal ou colônica, injetar com cuidado

contraste por via retal (contraste positivo ou negativo)

ii. No caso de angiotomografia de vasos pélvicos, não administrar contraste

por via oral



14. COLUNA CERVICAL

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral

c. Início e final dos cortes: pedículo vertebral superior ao pedículo vertebral inferior do

segmento em estudo

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem.

h. Reconstrução: Partes moles ou alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) com 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 200 a 400 (centro); 1500 a 3000 (abertura).

k. Recomendações:

i. Em casos de trauma, fazer um bloco único e reconstruções multiplanares.

ii. Procurar incluir sempre o topograma com linha de referência para a

identificação do nível de corte

iii. Inclinar o “gantry” desviando dos artefatos metálicos dentários para estudo

de C1 e C2



15. COLUNA TORÁCICA

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral corte a corte ou em bloco

único na área de interesse paralelo ao disco ou corpo com maior interesse

a ser estudado

c. Início e final dos cortes: pedículo superior ao pedículo inferior

d. Espessura de corte: 2 ou 3 mm

e. Incremento: até 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

i. Técnica: KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

g. Reconstrução: Partes moles / “standart” ou alta resolução (para avaliação óssea)

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) com 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 300 a 400 (centro); 1500 a 3000 (abertura)

j. Recomendações:

i. Em caso de trauma ou pesquisa de metástase, varrer em bloco

ii. Em casos de trauma, reconstruções multiplanares



16. COLUNA LOMBAR

a. Topograma: lateral

b. Orientação do corte:

i. Transversal: paralelo ao disco intervertebral

c. Início e final dos cortes: pedículo vertebral superior ao pedículo vertebral inferior do

segmento em estudo

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento: até 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: Partes moles / “standart” ou alta resolução (para avaliação óssea)

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 40 (centro) e 140 a 350 (abertura)

2. Osso: 200-400 (centro); 1500-3000 (abertura)

k. Recomendações:

i. Em caso de trauma ou pesquisa de metástase, varrer em bloco.

ii. Em casos de trauma, reconstruções multiplanares

iii. Cortes adicionais com “gantry” invertido para avaliar espondilolise



17. BACIA

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: da espinha ilíaca ântero-superior até o final dos ramos

ísquio-púbicos

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

h. Reconstrução: “Standart” / alta resolução (para avaliação óssea)

i. Adequar à região de interesse, minimizando artefatos.

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300-400 (centro); 1200-2500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte



18. QUADRIL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: dois centímetros acima do plano do teto acetabular até o

nível do trocanter menor

d. Espessura de corte: 3 mm

e. Incremento de corte: 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem.

h. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

k. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções tridimensionais podem ser interessantes em algumas

situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Reconstruções coronais são recomendadas e devem ser documentadas

(alta resolução)



19. JOELHO

a. Topograma: Frente ou lateral. Em leve flexão 15o

a 30o

, com pequeno coxim no

cavo poplíteo, usualmente supino, em flexão de 30o

, 45o

e 60o

, quando solicitado

b. Orientação do corte:

i. Transversal: Paralelo ao platô tibial

c. Início e final dos cortes: um centímetro acima do pólo superior da patela até a

tuberosidade anterior da tíbia

d. Espessura de corte: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura) 2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações (Ex: trauma)

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Em casos de avaliação patelo-femural, calcular a distância TA-GT no

próprio filme



20. TORNOZELO

a. Topograma: Lateral

i. Coronal: Joelhos fletidos, planta dos pés apoiadas

ii. Axial: Calcanhares no tampo da mesa

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Perpendicular ao dômus talar

ii. Transversal: Paralelo a articulação tíbio-talar

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Da porção mais posterior do calcâneo até o navicular

ii. Transversal: Dois centímetros acima do plano da articulação tíbio-talar até

o final do calcâneo

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: até 3 mm

ii. Transversal: até 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

j. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente



21. PÉ

a. Topograma: Perfil

i.Coronal: Joelhos fletidos, planta dos pés apoiadas.

ii.Axial: Calcanhares no tampo da mesa

b. Orientação do corte:

i. Coronal:Perpendicular ao eixo antero-posterior das falanges (antepé) ou

dos metatarsianos (mediopé)

ii. Transversal: Paralelo ao eixo antero-posterior falangeano ou matatarsiano c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: Visando falanges ou matatarsianos

ii. Transversal: das faces plantar à dorsal

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma

iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente



22. OMBRO

a. Topograma: Frente com o paciente fazendo rotação externa e abdução do ombro

contra-lateral para evitar artefatos

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: da articulação acrômio-clavicular até dois centímetros

abaixo do plano da borda inferior da glenóide

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

h. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

i. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

j. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares ou tridimensionais podem ser interessantes

em algumas situações como trauma iii. Se realizar aquisição helicoidal para reconstrução tridimensional, fazer

incremento igual a 50% da espessura de corte

iv. Em geral, a documentação somente com janela óssea é suficiente

v. Recomendam-se reconstruções sagitais e coronais e documentação

coronal com janelas para osso



23. COTOVELO

a. Topograma: Frente e decúbito ventral

b. Orientação do corte:

i. Coronal: coronal puro com flexão de 90 graus do cotovelo, acima da

cabeça

ii. Transversal: axial puro, sem angulação (braço estendido)

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal: 3 cm acima dos epicôndilos até o final

ii. Transversal: 3 cm acima dos epicôndilos até o nível da tuberosidade

proximal do rádio

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 2 a 3 mm

ii. Transversal: 2 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

iii. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

i. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

j. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

k. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções multiplanares a partir do plano axial com aquisição

helicoidal por vezes são mais elucidativas que o corte coronal puro que é

difícil de posicionar e até de entender

iii. Recomenda-se documentar em filme com janela óssea as reconstruções

sagitais e coronais a partir do plano axial

iv. Reconstruções tridimensionais podem ser úteis



24. PUNHO

a. Topograma: Frente e decúbito ventral

i. Coronal: cotovelo fletido a 90o

, lateral do 5o

dedo apoiada sobre o tampo.

ii. Transversal: mãos espalmadas sobre o tampo da mesa

iii. Sagital: cotovelo fletido a 90° e mão espalhada sobre o tampo

b. Orientação do corte:

i. Coronal: Coronal puro, perpendicular a articulação radiocárpica

ii. Transversal: axial puro, paralelo a articulação radiocárpica

iii. Sagital: perpendicular à articulação radiocárpica

c. Início e final dos cortes:

i. Coronal e Sagital: Envolver os ossos do carpo e as porções distais do

rádio e da ulna ii. Transversal: Dois centímetros acima da interlinha articular radiocárpica até

as articulações carpometacarpianas

d. Espessura de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

e. Incremento de corte:

i. Coronal: 1 a 3 mm

ii. Transversal: 1 a 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart”

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Em geral a documentação somente com a janela óssea é suficiente

iii. Reconstruções tridimensionais podem ser úteis



25. ARTICULAÇÕES ESTERNO-CLAVICULAR E COSTO-ESTERNAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Do manúbrio esternal até o apêndice xifóide

d. Espessura de corte: 2 a 5 mm

e. Incremento de corte: 2 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura).

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são úteis recomendáveis



26. ESTERNO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Do manúbrio esternal até o apêndice xifóide

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são recomendáveis



27. ARCO COSTAL

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: Fúrcula esternal até o último arco costal

d. Espessura de corte: 5 mm

e. Incremento de corte: 3 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica:

i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções tridimensionais podem ser interessantes

iii. Reconstruções multiplanares (sagital oblíqua e coronal) são muito úteis

iv. Procurar fazer os cortes em uma única apnéia

v. Procurar estudar apenas a região de interesse, com cortes mais finos



28. COXA/PERNA/BRAÇO/ANTEBRAÇO

a. Topograma: Frente

b. Orientação do corte:

i. Transversal: axial puro, sem angulação

c. Início e final dos cortes: envolvendo a área de interesse, em geral 2 a 3

centímetros para cima e para baixo da lesão.

d. Espessura de corte: 3 a 5 mm

e. Incremento de corte: 3 a 5 mm

f. FOV: Adequar à região de interesse

g. Técnica:

h. Técnica: i. KV: “standart” ou Alto (indivíduos maiores)

ii. mAs: Mais baixo possível necessário para a requerida qualidade de

imagem

i. Reconstrução: “standart” / Alta resolução

j. Contraste iodado: a critério do radiologista. Dose: 2 ml/kg ou em adultos acima de

70 kg: 100 ml.

k. Documentação:

i. Em filme: até 20 imagens/folha

1. Partes moles: 30 a 70 (centro) e 300 a 400 (abertura)

2. Ósseas: 300 a 400 (centro); 1200 a 1500 (abertura)

l. Recomendações:

i. Procurar não multiformatar

ii. Reconstruções complementares coronal e sagital são úteis

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tomografia Computadorizada

Tomografia computadorizada

Método de imagem que usa raios-X para criar imagens seccionais (transversais ou axiais). Para melhor compreender o que é uma imagem seccional veja as imagens abaixo:





Imagine que o orgão visualizado como se fosse um pão de forma cortado em fatias:



Cortesia de www.freefoto.com

Nomes alternativos: tomografia axial computadorizada, CAT scan, CT
A tomografia computadorizada cria imagens detalhadas do corpo (em cortes transversais). Este exame pode ser utilizado para estudar o cérebro, tórax, coluna vertebral e abdomen.
Ela também serve para:
- guiar o cirurgião durante uma biópsia
- identificar massas e tumores
- estudar vasos sanguíneos



O paciente deita em uma maca especial que é empurrada para dentro do equipamento de CT. Algumas vezes o paciente é instruído a deitar de lado ou de barriga para baixo.
Uma vez dentro do equipamento, os tubos de raios-x giram em torno do paciente. Nos equipamentos mais modernos, esta rotação é feita de modo contínuo.

Pequenos detectores dentro do equipamento medem a quantidade de raios-x que atravessam as estruturas do corpo. Um computador analisa estas informações e constroi várias imagens individuais chamadas cortes (slices). Estas imagens podem ser armazenadas no computador, CD, DVD, mostradas no monitor do computador ou impressas em filme. Modelos tri-dimensionais dos orgãos podem ser criados a partir destes cortes.
O paciente deve permanecer quieto durante o exame e, algumas vezes, ele pode ser instruído a prender a respiração. Quando o paciente se move durante o exame, as imagens podem ficar borradas ou indistintas.
Um exame completo demora apenas alguns minutos para ser concluído. Os novos equipamentos com múltiplos detectores leva apenas 30 segundos para examinar um paciente da cabeça aos pés.
Alguns exames requerem a injeção de contrastes, antes do início ou durante a realização do exame. O contraste serve para realçar certas estruturas do corpo e criar uma imagem mais nítida. A injeção do contraste pode provocar uma leve sensação de queimor, um gosto metálico na boca e uma sensação de queimor no corpo.
Algumas pessoas têm alergia ao contraste e precisam tomar uma medicação anti-alérgica antes do exame. A alergia a contrastes iodados é uma contra-indicação formal à realização do exame, que nestes casos, somente deve ser realizado sob cuidadosa supervisão médica e acompanhamento de um anestesista.
O contraste pode ser administrado de várias maneiras, dependendo do tipo de exame que vai ser feito:
- Ele pode ser administrado por via intra-venosa, através de uma veia da mão ou ante-braço
- Pode ser introduzido no reto em forma de enema
- Por via oral antes do início do exame

Geralmente é necessário um jejum de 4-6 horas quando o exame é realizado com contraste.
O paciente muito obeso (acima de 150 quilos) não pode se se submeter a tomografia porque este sobrepeso pode danificar o equipamento.
O paciente deve vestir uma bata hospitalar para realizar o exame, pois a maioria das vestimentas de uso diário contém acessórios de metal (zippers, prendedores, etc) que pode interferir com as imagens.

Tanto a tomografia computadorizada como outros exames radiológicos, produzem baixos níveis de radiação ionizante, que têm o potencial de produzir câncer ou outras doenças mutagênicas. Este risco aumenta quanto maior for o número de exames realizados. Por este motivo o radiologista deve monitorar cuidadosamente o nível de radiação, principalmente nos pacientes mais jovens.
Entretanto, o risco associado com um único exame é muito pequeno. O risco aumenta a medida que exames adicionais forem realizados.
Em alguns casos o exame ainda pode ser feito, se os benefícios advindos de sua realização superarem os riscos (em casos de suspeita clínica de câncer).
Uma tomografia abdominal não deve ser realizado em uma gestante, pois a radiação pode ser danosa para o feto. Na investigação de doenças do abdomen em gestantes ou em mulheres que suspeitem de gravidez, deve-se dar preferência ao ulta-som como ferramenta diagnóstica.
A maioria dos contrastes utilizados na tomografia contêm iodo. Os rins ajudam a filtrar o iodo para fora do corpo. Portanto, as pessoas com problemas renais ou diabetes devem receber muito líquido depois do exame e devem ser monitoradas em relação a problemas renais.
Os pacientes diabéticos ou aqueles que estejam sendo submetidos à diálise renal devem falar com o radiologista antes de serem submetidos à tomografia.
Raramente os contrastes usados na tomografia computadorizada causam reação alérgica importante. Se o paciente sentir dificuldade em respirar durante o exame ele deve avisar o técnico imediatamente.
O interfone na sala de exame permite que o paciente fique em contato permanente com o pessoal técnico na sala ao lado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA






PRINCÍPIOS FÍSICOS

A TC baseia-se nos mesmos princípios que a radiografia convencional, segundo os quais tecidos com diferente composição absorvem a radiação X de forma diferente. Ao serem atravessados por raios X, tecidos mais densos (como o fígado) ou com elementos mais pesados (como o cálcio), absorvem mais radiação que tecidos menos densos (como o pulmão, que está cheio de ar).

Assim, uma TC indica a quantidade de radiação absorvida por cada parte do corpo analisada (radiodensidade), e traduz essas variações numa escala de cinzentos, produzindo uma imagem. Cada pixel da imagem corresponde à média da absorção dos tecidos nessa zona, expresso em unidades de Hounsfield (em homenagem ao criador da primeira máquina de TC).



PROCEDIMENTO

Para obter uma TC, o paciente é colocado numa mesa que se desloca para o interior de um orifício de cerca de 70 cm de diâmetro. À volta deste encontra-se uma [[Ampola de Raios-X], num suporte circular designado gantry. Do lado oposto à ampola encontra-se o detector responsável por captar a radiação e transmitir essa informação ao computador ao qual está conectado.

Nas máquinas convencionais, durante o exame a “gantry” descreve uma volta completa (360º) em torno do paciente, com a ampola a emitir raios X que após atravessar o corpo do paciente são captados na outra extremidade pelo detector. Esses dados são então processados pelo computador, que analisa as variações de absorção ao longo da secção observada, e reconstrói esses dados sob a forma de uma imagem. A “mesa” avança então mais um pouco, repetindo-se o processo para obter uma nova imagem, alguns milímetros ou centímetros mais abaixo.

Máquinas mais recentes, designadas “helicoidais”, descrevem uma hélice em torno do corpo do paciente, em vez de uma sucessão de círculos completo. Desta forma é obtida informação de uma forma contínua, permitindo, dentro de certos limites, reconstruir imagens de qualquer secção analisada, não se limitando portanto aos "círculos" obtidos com as máquinas convencionais. Permitem também a utilização de doses menores de radiação, além de serem muito mais rápidas.

Godfrey Hounsfield é que desenvolveu esta técnica de obtenção de imagens em 1972. Na verdade os princípios físicos da tomografia computadorizada são os mesmos da radiografia convencional. Para a obtenção de imagens são utilizados os raios-x. Enquanto na radiografia convencional ou simples o feixe de raio-x é piramidal e a imagem obtida é uma imagem de projeção, na tomografia computadorizada o feixe é emitido por uma pequena fenda e tem a forma de leque.

Na tomografia computadorizada o tubo de raio-x gira 360 graus em torno da região do corpo a ser estudada e a imagem obtida é tomográfica ou seja “fatias” da região do corpo estudada são obtidas. Em oposição ao feixe de raios-x emitidos temos um detector de fótons que gira concomitantemente ao feixe de raios-x. Como na radiografia convencional as características das imagens vão depender dos fótons absorvidos pelo objeto em estudo.

Dessa forma, os fótons emitidos dependem da espessura do objeto e da capacidade deste de absorver os raios-x. Os detectores de fótons da tomografia computadorizada transformam os fótons emitidos em sinal analógico (quanto mais Rx chega, maior é a diferença de potencial, ou voltagem que cada detector fornece ao computador) e depois digital (o computador converte os valores de voltagem, contínuos, em unidades digitais, vistas abaixo).

Como dito anteriormente, para a formação da imagem de tomografia computadorizada a emissão do feixe de raio-x é feita em diversas posições, posteriormente as informações obtidas são processadas utilizando uma técnica matemática chamada de projeção retrógrada, ou outras, como a transformada de Fourier.

Um tomógrafo é formado por um tubo no interior do qual há um anel no qual estão localizados em posições opostas o emissor do feixe de raio-x e os detectores, sendo que este conjunto gira 360 graus para a obtenção da imagem.

Atualmente há vários tipos de tomógrafo: convencional ou simplesmente tomografia computadorizada, tomografia computadorizada helicoidal, tomografia computadorizada “multi-slice” e tomógrafos mais sofisticados, como “ultra-fast” e “cone-beam”. Na tomografia helicoidal além do tubo de raio-x e os detectores girarem, a mesa também é deslocada e a trajetória do feixe de Rx ao redor do corpo é uma hélice (ou espiral, senso lato).



CARACTERÍSTICAS DAS IMAGENS TOMOGRÁFICAS

Entre as características das imagens tomográficas destacam-se os pixeis, a matriz, o campo de visão (ou fov, “field of view”), a escala de cinza e as janelas. O pixel é o menor ponto da imagem que pode ser obtido. Assim uma imagem é formada por uma certa quantidade de pixeis. O conjunto de pixeis está distribuído em colunas e linhas que formam a matriz. Quanto maior o número de pixeis numa matriz melhor é a sua resolução espacial, o que permite um melhor diferenciação espacial entre as estruturas.

O campo de visão (FOV) representa o tamanho máximo do objeto em estudo que ocupa a matriz, por exemplo, uma matriz pode ter 512 pixeis em colunas e 512 pixeis em linhas, e se o campo de visão for de 12 cm, cada pixel vai representar cerca de 0,023 cm (12 cm/512). Assim para o estudo de estruturas delicadas como o ouvido interno o campo de visão é pequeno, como visto acima enquanto para o estudo do abdômen o campo de visão é maior, 50 cm (se tiver uma matriz de 512 x 512, então o tamanho da região que cada pixel representa vai ser cerca de quatro vezes maior, ou próximo de 1 mm).

Em relação às imagens, existe uma convenção para traduzir os valores de voltagem detectados em unidades digitais. Dessa forma, temos valores que variam de –1000, onde nenhuma voltagem é detectada: o objeto não absorveu praticamente nenhum dos fótons de Rx, e se comporta como o ar; ou um valor muito alto, algo como +1000 ou mais, caso poucos fótons cheguem ao detector: o objeto absorveu quase todos os fótons de RX. Essa escala onde –1000 é mais escuro, 0 é um cinza médio e +1000 (ou mais) é bem claro. Dessa forma quanto mais Rx o objeto absorver, mais claro ele é na imagem. Outra vantagem é que esses valores são ajustados de acordo com os tecidos biológicos.

A escala de cinza é formada por um grande espectro de representações de tonalidades entre branco, cinza e o preto. A escala de cinzas é que é responsável pelo brilho de imagem. Uma escala de cinzas foi criada especialmente para a tomografia computadorizada e sua unidade foi chamada de unidade Hounsfield (HU), em homenagem ao cientista que desenvolveu a tomografia computadorizada. Nesta escala temos o seguinte:

• zero unidades Housfield (0 HU) é a água,

• ar -1000 (HU),

• osso de 300 a 350 HU;

• gordura de –120 a -80 HU;

• músculo de 50 a 55 HU.

As janelas são recursos computacionais que permitem que após a obtenção das imagens a escala de cinzas possa ser estreitada facilitando a diferenciação entre certas estruturas conforme a necessidade. Isto porque o olho humano tem a capacidade de diferenciar uma escala de cinzas de 10 a 60 tons (a maioria das pessoas distingue 20 diferentes tons), enquanto na tomografia no mínimo, como visto acima há 2000 tons. Entretanto, podem ser obtidos até 65536 tons – o que seria inútil se tivéssemos que apresentá-los ao mesmo tempo na imagem, já que não poderíamos distingui-los. A janela é na verdade uma forma de mostrar apenas uma faixa de tons de cinza que nos interessa, de forma a adaptar a nossa capacidade de visão aos dados obtidos pelo tomógrafo.

Numa janela define-se a abertura da mesma ou seja qual será o número máximo de tons de cinza entre o valor numérico em HU do branco e qual será o do preto. O nível é definido como o valor (em HU) da média da janela.

O uso de diferentes janelas em tomografia permite por exemplo o estudo dos ossos com distinção entre a cortical e a medular óssea ou o estudo de partes moles com a distinção, por exemplo, no cérebro entre a substância branca e a cinzenta. A mesma imagem pode ser mostrada com diferentes ajustes da janela, de modo a mostrar diferentes estruturas de cada vez. Não é possível usar um só ajuste da janela para ver, por exemplo, detalhes ósseos e de tecido adiposo ao mesmo tempo.

As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: o plano axial (perpendicular ao maior eixo do corpo) e o plano coronal (paralelo a sutura coronal do crânio ou seja é uma visão frontal). Após obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital (paralelo a sutura sagital do crânio) ou reconstruções tri-dimensionais.

Como na radiografia convencional o que está sendo analisado são diferenças de densidade, que podem ser medidas em unidades Hounsfield.

Para descrever diferenças de densidades entre dois tecidos é utilizada uma nomenclatura semelhante à utilizada na ultrassonografia: isoatenuante, hipoatenuante ou hiperatenuante. Isoatenuante é utilizada para atenuações tomográficas semelhantes. Hipoatenuantes para atenuações menores do que o tecido considerado padrão e hiperatenuante para atenuações maiores que o tecido padrão (geralmente o órgão que contém a lesão é considerado o tecido padrão, ou quando isto não se aplica, o centro da janela é considerado isoatenuante).



VANTAGENS e DESVANTAGENS



VANTAGENS

A principal vantagem da TC é que permite o estudo de "fatias" ou secções transversais do corpo humano vivo, ao contrário do que é dado pela radiologia convencional, que consiste na representação de todas as estruturas do corpo sobrepostas. É assim obtida uma imagem em que a percepção espacial é mais nítida.

Outra vantagem consiste na maior distinção entre dois tecidos. A TC permite distinguir diferenças de densidade da ordem 0,5% entre tecidos, ao passo que na radiologia convencional este limiar situa-se nos 5%.

Desta forma, é possível a detecção ou o estudo de anomalias que não seria possível senão através de métodos invasivos, sendo assim um exame complementar de diagnóstico de grande valor.

DESVANTAGENS

Uma das principais desvantagens da TC é devida ao facto de utilizar radiação X. Esta tem um efeito negativo sobre o corpo humano, sobretudo pela capacidade de causar mutações genéticas, visível sobretudo em células que se estejam a multiplicar rapidamente. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em grávidas e em crianças, devendo ser ponderado co

m cuidado os riscos e os benefícios.

Uma outra da desvantagem da TC é o seu elevado preço, especialmente quando comparada com outros métodos como a radiografia convencional ou mesmo a ecografia.

Fonte: Radiologistas, te vemos por dentro.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Tomógrafo 320 canais




Conjunto CORE 320 CT volume dinâmico


A Toshiba Medical Systems Corporation (TMSC) está lançando o CORE 320 em fase experimental de tecnologia avançada em tomografia computadorizada em um ambiente clínico, sendo o maior estudo multicêntrico mundial comparando a eficácia do detector 320-CT volume da linha dinâmica à tecnologia SPECT. O experimento está analisando se a combinação de angiografia por TC e perfusão miocárdica pode identificar obstruções coronarianas que são inferiores ou iguais a 50 por cento coronariana quantitativa de análise (QCA) e correspondem a um defeito da perfusão SPECT.
"Uma das missões fundamentais da Toshiba é validar a sua tecnologia através de ensaios clínicos pelos líderes no campo da medicina", explicou Yusuke Toki, gerente geral da Aplicação Clínica Research Center, TMSC. "Como o estudo multicêntrico primeiro e maior utilização do CT volume dinâmico, CORE 320 resultará em dados estatisticamente mais fiáveis sobre esta tecnologia avançada. Este será atribuído em parte à concepção do estudo, que exige uma abordagem internacional multicêntrico, contornando as limitações associadas com foco em uma área geográfica e / ou pequenas populações de pacientes. "

Fonte: Toshiba Medical Systems Corporation