segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Crânio - AP


Crânio – AP
Linhas de Posicionamento

PVO – Plano vertical do ouvido ou linha médio coronal: divide o crânio em partes anteriores e posteriores;
LGM – Linha globelo meatal: refere-se a uma linha entre a glabela e o meato acústico externo;
LOM – Linha orbito meatal: localiza-se entre o canto externo do olho e o MAE.
LIOM – Linha infra-orbitomeatal ou linha da base de REID: Liga a parte inferior da órbita ao meato acústico externo;
LAM – Linha acantiomeatal: Liga o acântio ao meato acústico externo; 
LMM – Linha Mentomeatal: São linhas formadas pela conexão do ponto mentoniano ao meato acústico externo;
PMS – Plano médio sagital: Divide o crânio em duas partes esquerda e direita) É importante no posicionamento preciso do crânio;
LIP – Linha interpupilar: É a linha que liga os dois canto dos olhos;
Chamberlain: É a linha que liga o palato duro a base do osso occipital;
LLM – Linha libiomeatal: É a linha da junção dos lábios com MAE;
LGA – Linha Glabeloaoveolar: É a linha que liga a glabela a um ponto na região anterior do processo aoveolar do maxilar;
LSOM – Linha supero obitomeatal: É a linha que liga o teto da órbita ao meato acústico externo;



PP: Fazer a radiografia com o paciente na posição ortostática ou em decúbito dorsal, dependendo das condições do paciente. Em pacientes com hipercifose, o posicionamento é melhor realizado em ortostático;
PPt: PMS (plano médio sagital) do crânio perpendicular na vertical ou sobre a LCM (linha central da mesa); LIOM (linha infra-órbito meatal) perpendicular ao plano da mesa  de exames;
Filme: 24x30 na longitudinal c/ Bucky.
Raio Central: perpendicular na vertical junto à glabela, paralelo a LOM;
Posição da parte : LIOM (linha infra órbito meatal) linha sagital e linha interpupilar PMS, LOM (linha infra órbito meatal) e linha interpupilar.
OBS: Alinhar as três linhas citadas à cima no Pt.A para que o crânio não fique rodado nem inclinado.  Esta incidência é utilizada para o estudo de traumas, lesões e moléstias das estruturas do crânio. A linha dos rochedos deve projetar-se no quadrante médio inferior das órbitas.
IC: Ocorrência de trauma e/ou quando houver sintomas que indicam anormalidades estruturais dentro do crânio como tumores ou hemorragias, calcificações e TCE. O RX do crânio é também utilizado para avaliar as anormalidades no formato da cabeça de uma criança. 

Crânio - Lateral


Crânio - Lateral

Fatores Técnicos:

Filme = 24 x 30, em sentido transversal

Faixa de kV = 60 a 70

Faixa de mAs = 10 a 20

Raio Central = Alinhar o RC de modo que fique perpendicular ao filme; Centralizar o RC 5cm acima do MAE (Meato Acústico Interno); Centralizar filme em relação ao RC; DFoFi = 1m.

Posicionamento = Colocar a cabeça na posição em perfil verdadeiro, com o lado de interesse próximo ao filme e o corpo do paciente em uma posição oblíqua o suficiente para o conforto do paciente; Alinhar o plano médio sagital de modo que fique paralelo ao filme, assegurando-se de que não ocorreu rotação ou inclinação; Alinhar a linha interpupilar de modo que fique perpendicular ao filme, assegurando-se de que não ocorreu inclinação da cabeça.

Estruturas Visualizadas = As metades cranianas estão superpostas e observam-se os detalhes superiores da metade do crânio que está mais próxima do filme, com a visualização de toda a sela turca, inclusive os processos clinóides anteriores e posteriores, a sela turca e o clivo aparecem em perfil.

Patologia Demonstrada = Visualização das fraturas de crânio, dos processos neoplásicos e da doença de Paget. O exame radiológico de rotina geral habitual de crânio inclui as incidências em perfil direito e esquerdo.

Crânio - AP Axial - Método de Towne


Crânio - AP Axial - Método de Towne



Fatores Técnicos:

Filme = 24 x 30, no sentido longitudinal.

Faixa de kV = 70 a 80


Faixa de mAs = 20 a 25


Raio Central = RC com ângulo de 30º no sentido caudal em relação a LOM, ou de 37º no sentido caudal em relação à LIOM.
- Centralizar no plano médio sagital, 5 cm acima da glabela; Centralizar o RI em relação ao RC projetado; DFoFi = 1m.

Posicionamento = Abaixar o queixo do paciente até que a LOM fique perpendicular ao RI; Alinhar o plano médio sagital ao RC e à linha média da grade ou da superfície do bucky; Certificar-se de que não ocorreu rotação e/ou inclinação da cabeça; Certificar-se de que o vértice do crânio está dentro do campo dos raios X.


Estruturas visualizadas = Osso occipital, pirâmides petrosas e forame magno. O dorso da sela e os processos clinóides no interior do forame magno.


Patologia Demonstrada = Visualização das fraturas do crânio (deslocamento medial e lateral), dos processos neoplásicos e da doença de Paget.


Posições e Incidências Radiológicas


Posições e Incidências Radiológicas
01) Posição de Fowler: Paciente em decúbito, com a cabeça elevada.
02) Posição de Trendelemberg: Paciente em decúbito, com os pés elevados.
03) Posição Supina: Paciente em decúbito, com o estômago pra cima.
04) Posição Prona: Paciente em decúbito, com o estômago pra baixo.
05) Ângulo Cefálico: Feixe de raios em ângulo com a cabeça do paciente.
06) Ângulo Podálico: Feixe de raios em ângulo com os pés do paciente.
07) Oblíqua Posterior Esquerda (LPO): Paciente em 45º com o filme pela esquerda e em PA.
08) Oblíqua Posterior Direita (RPO): Paciente em 45º com o filme pela direita e em PA.
09) Incidência em PA: Paciente em ortostática, póstero-anterior em relação ao feixe.
10) Incidência em AP: Paciente em ortostática, ântero-posterior em relação ao feixe.
11) Oblíqua Anterior Direita (RAO): Paciente em 45º com o filme pela direita e em AP.
12) Oblíqua Posterior Esquerda (LAO): Paciente em 45º com o filme pela esquerda e em AP.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

MEDICINA NUCLEAR - CONCEITO


A Medicina Nuclear é uma especialidade médica relacionada à Radiologia que se ocupa das técnicas de imagem, diagnóstico e terapêutica utilizando nuclídeos radioativos.

"A Medicina Nuclear está para a Fisiologia como a Radiologia para a Anatomia". A Medicina Nuclear permite observar o estado fisiológico dos tecidos de forma não invasiva, através da marcação de moléculas participantes nesses processos fisiológicos com marcadores radioativos, que marcam sua localização com a emissão de partículas detectáveis ou raios gama (fóton). A detecção localizada de muitos fótons gama com uma câmera gama permite formar imagens ou filmes que informem acerca do estado funcional dos órgãos. A maioria das técnicas usa ligações covalentes ou iônicas entre os elementos radioativos e as substâncias alvo, mas hoje já existem marcadores mais sofisticados, como o uso de anticorpos específicos para determinada proteína, marcados radiativamente. A emissão de partículas beta ou alfa, que possuem alta energia, pode ser útil terapeuticamente em pequenas doses para destruir células ou estruturas indesejáveis.


Particula Alfa

É um núcleo de Hélio, ou seja, dois prótons e dois nêutrons. É uma partícula com elevada energia, pelo que poderá ser promissora no âmbito da terapêutica em Medicina Nuclear, mas ainda não generalizada.



Partícula Beta

Consiste num elétron ou num pósitron de alta energia, podendo, portanto ser utilizado em terapia. O pósitron é usado no exame PET.



Partícula Gama

É um fóton, ou seja, energia. Os fótons gama têm origem nos núcleos atômicos, e são utilizados em diagnóstico por imagem em medicina nuclear. Os fótons são detectados por um equipamento apropriado, a Câmara Gama.



Tipos de Radiofármacos Utilizados

Um radiofármaco incorpora dois componentes. Um radionuclídeo, ou seja, uma substância com propriedades físicas adequadas ao procedimento desejado (partícula emissora de radiação beta, para terapêutica; ou partícula emissora de radiação gama, para diagnóstico) e um vetor fisiológico, isto é, uma molécula orgânica com fixação preferencial em determinado tecido ou órgão. Essencialmente, os radionuclídeos são a parte radioativa dos radiofármacos. Mas estes também possuem uma molécula (não radioativa) que se liga ao radionuclídeo e o conduz para determinado órgão ou estrutura.



Tecnécio-99-metaestável

É um radionuclídeo artificial, criado pelo homem. Tem meia-vida de aproximadamente 6 horas. Emite um fóton gama com 140.511 keV de energia, ideal para a câmera gama. É muito reativo quimicamente, reagindo com muitos tipos de moléculas orgânicas. Esta grande versatilidade química permite que hoje em dia a grande maioria dos estudos em Medicina Nuclear sejam efetuados com base no uso de radiofármacos Tecneciados.



Iodo-123 ou Iodo-131

Importantes no estudo da Tiróide. Têm emissão de raios gama e beta, respectivamente. Meia-vida de 8 dias para o I-131, 13 horas para o I-123.



Tálio-201

Tem propriedades químicas semelhantes ao Potássio, tendo sido utilizado durante muitos anos para imaginologia cardíaca (integrava a bomba de sódio-potássio). Os seus fótons gama têm energias baixas, mas as imagens eram menos nítidas e a sua interpretação mais complexa. Meia-vida de 3 dias. Atualmente, os estudos com Tálio-201 têm caído em desuso, face ao aparecimento de novos radiofármacos marcados com Tc-99m.



Gálio-67

Tem propriedades semelhantes ao íon Ferro. É um emissor gama de média energia e apresenta meia-vida de 3 dias. É utilizado em estudos de Infecção e em Oncologia.



Índio-111

Meia-vida 3 dias. É um emissor gama de média energia.



Xenon-133 e Cripton-81m

Gases nobres radioativos que podem ser usados na cintigrafia de ventilação pulmonar. No entanto, a maior parte dos estudos de ventilação pulmonar são feitos com um aerossol marcado com Tc-99m.



Flúor-18

Emite pósitrons. É usado no exame PET.



Utilidade e Risco

A importância deste tipo de exames têm aumentado recentemente. A principal limitação à maior utilização da medicina nuclear é o custo. No entanto é impossível observar muitos processos fisiológicos de forma não invasiva sem a Medicina Nuclear. A quantidade de radiação que o paciente recebe num exame de medicina nuclear é menor que a radiação recebida numa radiografia ou uma Tomografia Axial Computadorizada. A quantidade de substância estranha é normalmente tão baixa que não há perigo de interferir significativamente com os processos fisiológicos normais. Os casos mais graves são muitas vezes os casos de hipersensibilidade (alergia) com choque anafilático em reação ao agente químico estranho.